publicidade
Política

Tribunais gastam mais de R$ 1,5 mi por ano com salas VIP no Aeroporto de Brasília

Contratos do STF, STJ e TST incluem concierge e estacionamento privativo

aeroporto de brasilia
Saguão principal do Aeroporto de Brasília | Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) destinam, anualmente, R$ 1,6 milhão para serviços exclusivos no Aeroporto Internacional de Brasília, administrado pela concessionária Inframerica. Os contratos preveem atendimento personalizado, acesso a estacionamento privativo e transporte até a aeronave.

O STF mantém contrato de R$ 610 mil por ano para cessão de espaço de 50 m² e uso do serviço “Fast Pass” para embarque e desembarque com veículos próprios e servidores do tribunal. O levantamento parte do portal Poder360.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O valor inclui aluguel mensal de R$ 31 mil, taxa mensal de R$ 6 mil para o “Fast Pass” e ressarcimentos por despesas de funcionamento, como água, luz e coleta de lixo, além de credenciais e treinamentos obrigatórios. Segundo a Corte, o local é “uma sala de apoio de segurança” e não oferece alimentação ou bebidas.

O contrato do STJ, prorrogado até março de 2026, é de R$ 540 mil por ano. Prevê 90 atendimentos mensais de receptivo com acompanhante exclusivo, 120 autorizações de acesso ao estacionamento privativo e 90 translados entre o terminal e a aeronave. O custo mensal estimado é de R$ 45 mil.

Serviços exclusivos no aeroporto

O TST assinou contrato de dois anos no valor total de R$ 1,04 milhão — equivalente a R$ 520 mil por ano. O serviço inclui franquias mínimas e excedentes para atendimento por funcionário do aeroporto, estacionamento para até dois veículos e transporte executivo no pátio. O tribunal também fechou acordo para adaptar uma sala VIP própria no aeroporto, ao custo de R$ 85 mil.

As assessorias de STF e TST afirmam que o objetivo é reforçar a segurança dos ministros durante deslocamentos e mencionam riscos na circulação por áreas comuns. O TST, em resposta ao portal, omitiu em nota recente a expressão anteriormente usada ao jornal Folha de S.Paulo sobre “aproximação de indivíduos mal-intencionados ou inconvenientes”.

Plenário do STF durante a votação do Marco Civil da Internet - 27/06/2025 | Foto: Fellipe Sampaio /STF
Plenário do STF durante a votação do Marco Civil da Internet — 27/6/2025 | Foto: Fellipe Sampaio/STF

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu a suspensão da construção e manutenção da sala VIP do TST. O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado argumenta que não há estudos técnicos que comprovem riscos concretos à integridade física das autoridades.

Além disso, o órgão sugeriu alternativas como reforço de segurança no embarque ou uso das salas VIP já abertas ao público mediante reembolso. O MPTCU também solicitou que o TCU encaminhe eventual decisão à Procuradoria-Geral da República caso encontre indícios de irregularidades ou improbidade.

Leia também: “O novo saque dos fundos de pensão”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 232 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Julio Fressa
    Julio Fressa

    R$ 31.000 de aluguel pra uma área de 44 metros quadrados? Este dado deve estar errado.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.