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Política

Tribunal gasta R$ 29 milhões em plantões; CNJ investiga

Portaria de 2021 criou a prática de plantões cuja cifra milionária gerou suspeitas

TJ milhões plantão CNJ
Os desembargadores José Arthur Filho, presidente do TJ-MG, e seu antecessor, Gilson Soares Lemes | Foto: Divulgação/TJ-MG

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está apurando o pagamento de R$ 29,1 milhões a magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). O montante diz respeito ao Plantão Administrativo realizado em horários e dias sem expediente.

A gestão anterior havia instituído a prática sem autorização do CNJ. A Corregedoria Nacional de Justiça a identificou durante inspeção.

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A investigação revelou que o plantão, criado mediante uma portaria em junho de 2021, retroagiu a abril daquele ano, sendo pagos os valores em questão desde então, até a realização da inspeção. A Portaria Conjunta nº 1205/2021 foi assinada por desembargadores, incluindo o então presidente Gilson Soares Lemes.

Segundo a portaria, ao final de cada mês, os designados para o plantão poderiam solicitar à presidência a inclusão de outros magistrados ou servidores acionados durante o plantão. O TJ-MG alega que a medida visava a assegurar o funcionamento contínuo da estrutura administrativa do Poder Judiciário.

Corregedoria pede providêcias

O desembargador Fábio Uchôa Pinto de Miranda Montenegro, auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, abriu um Pedido de Providências na última terça-feira, 21. Ele deu cinco dias para o presidente do TJMG, José Arthur Carvalho Pereira Filho, manifestar-se.

No dia seguinte, Pereira Filho suspendeu os pagamentos. Além disso, enviou informações ao corregedor nacional de Justiça.

Sede do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília | Foto: Divulgação/CNJ

Durante a inspeção, nenhum dos magistrados ou servidores conseguiu justificar a necessidade dos plantões, alegando não haver relatórios sobre eles. A prática, que deixava os participantes de sobreaviso, não foi considerada justificável pela equipe de inspeção, por não identificar situações de emergência.

Processo administrativo é instaurado

O desembargador Marco Aurélio Ferenzini, do TJMG, afirmou à equipe de inspeção a ilegalidade da portaria e propôs liminar. Ele já havia solicitado ao CNJ, em fevereiro, a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar.

O processo envolvia o ex e o atual presidentes do tribunal, Gilson Lemes e José Arthur, respectivamente, por criação de cargo favorecendo interesses políticos. Montenegro determinou a abertura do Pedido de Providências para apurar os “pretensos plantões administrativos” que considerava elevados e temerários, dado o limite de gastos do tribunal.

Leia também: “Conselheiro do CNJ admite ter recebido ‘Dama do Tráfico’ e esclarece visita

A corregedoria obteve a escala dos plantões e a relação de beneficiados. Destacou, a partir das informações, a necessidade de extrema prudência nos gastos diante do limite de alerta do tribunal mineiro.

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4 comentários
  1. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    Que vergonha. Homens que estão em cargos pra corrigir injustiças,as pratica. Esse povo não tem fundo, tudo que eles ganham em salários e vantagens altíssimo, ainda é pouco? PQP que sede no dinheiro do contribuinte.

  2. Christian
    Christian

    Isso é que dá o Congresso deixar a Justiça como um poder independente e sem amarras.
    Fazem o que querem e, a cada ano, aumentam as despezas do Judiciário.
    Nó é que pagamos, claro…!

    1. Daniel
      Daniel

      Não é só o congresso o maior responsável por essas imoralidades!! A Merda da Constituição de 88 deu poderes absolutos pra essa gente!! Antes da constituição de 88 , o judiciário era subordinado ao Ministério da Justiça e com a tal da Merda da Constituição Cidadã, passou a ter vida e orçamento próprio!! Se não fizermos nada , dentro de pouco tempo a totalidade dos impostos que pagamos irá para o bolso desses bandidos!!

  3. PCC
    PCC

    É muita safadeza com o dinheiro do povo. E esses são os representantes da lei.
    Com essa escória não tem país que dê certo.

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