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Política

'Temos um congresso acovardado com essa dosimetria', diz advogada do 8/1

Na visão da Taniele Telles, a proposta é um 'cala boca' temporário para os perseguidos políticos

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A Câmara aprovou o PL da Dosimetria por ampla maioria: 291 votos favoráveis, 148 contrários e uma abstenção | Foto: Reprodução/YouTube/revista Oeste

A advogada e presidente do Instituto Gritos da Liberdade, Taniele Telles, criticou a aprovação do chamado “PL da Dosimetria” na Câmara dos Deputados. Taniele representa alguns dos presos pelas manifestações anti-Lula que culminaram nos atos do dia 8 de janeiro de 2023.

Entre os clientes da advogada está e Débora dos Santos, conhecida por ter manchado a Estátua da Justiça com batom. Atualmente, Débora cumpre pena de 14 anos de prisão em regime domiciliar.

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Questionada sobre o teor do PL da Dosimetria, proposto pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) com anuência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Taniele afirmou que o texto não atende aos anseios dos presos do 8/1.

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“Não é o que queríamos”, disse Taniele durante entrevista concedida ao Jornal da Oeste, nesta quarta-feira, 10. “Estamos tratando de uma redução de pena de pessoas que são inocentes, que foram condenadas com base em uma narrativa criada para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro.”

Na visão da advogada, a proposta de dosimetria é um “cala boca” temporário para os perseguidos políticos.

“Temos um Congresso acovardado, incapaz de aprovar uma anistia, e eles ofereceram esse projeto como um ‘cala boca’, como a chance de um recomeço para os presos”, ressaltou.

PL da Dosimetria passou na Câmara com ampla maioria

A Câmara aprovou o PL da Dosimetria por ampla maioria: 291 votos favoráveis, 148 contrários e uma abstenção. A votação ocorreu na madrugada desta quarta-feira, 10.

O Partido Liberal — maior bancada da Câmara — votou a favor depois de receber aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Segundo aliados, Bolsonaro decidiu priorizar os manifestantes que seguem detidos e orientou o partido a votar de modo a beneficiá-los, mesmo que isso reduzisse suas próprias chances de voltar para casa e recuperar os direitos políticos.

Leia também: “O amanhã do Supremo”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 299 da Revista Oeste

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