O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 26, que as tarifas aplicadas ao Brasil podem ser revistas em breve. O republicano deu a declaração depois de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur.
🚨ATENÇÃO
🇺🇸🇧🇷 Donald Trump e Lula tem rápido encontro na Malásia e encaminham as negociações sobre tarifas.
Trump decidiu que, os acordos ficarão a cargo de @SecRubio e o secretário de tesouro @SecScottBessent .
Evidenciando o caráter político das sanções econômicas. pic.twitter.com/13xf7lFSKC— Josias Pereira (@PrJopelim) October 26, 2025 Receba nossas atualizações
O encontro, que reuniu os dois líderes pela primeira vez desde o retorno de Trump à Casa Branca, ocorreu em caráter reservado. Segundo o republicano, as negociações podem avançar rapidamente.
“A situação será discutida, e acredito que chegaremos a uma conclusão em pouco tempo”, afirmou o norte-americano, antes da reunião. “Nos conhecemos, sabemos o que queremos.”
O Itamaraty interpreta o comentário de Trump como um sinal de disposição para distensionar as relações comerciais entre os dois países, que vinham enfrentando atritos desde a retomada das tarifas sobre produtos brasileiros.
Ministro Mauro Vieira fala com imprensa após reunião de Lula e Trump https://t.co/n9DhVAnpQ1
— Lula (@LulaOficial) October 26, 2025
Encontro de Lula e Trump não estava na agenda
A reunião entre os dois presidentes não aparecia na agenda oficial de Lula, apesar de estar combinado havia alguns dias. Integrantes do Planalto dizem que o objetivo era evitar desgaste caso houvesse cancelamento de última hora.
A opção pelo diálogo em um país neutro também refletiu a posição do governo brasileiro. Membros da comitiva do governo Lula dizem que o Planalto preferiu evitar Washington para reduzir riscos de embates públicos.

As gafes de Lula
O encontro ocorre depois de uma série de gafes do presidente brasileiro. Durante passagem por Jacarta, na Indonésia, Lula criticou o suposto protecionismo comercial dos EUA. Ao falar sobre a crise na Venezuela, afirmou que traficantes são vítimas dos usuários — frase interpretada como resposta indireta às operações norte-americanas contra embarcações de traficantes venezuelanos.
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Pouco antes de desembarcar na Malásia, Trump disse acreditar que será possível chegar a um entendimento com o Brasil, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que é mais vantajoso para o Brasil manter aliança com Washington do que estreitar laços com a China. “Há questões políticas a resolver, especialmente quanto ao tratamento dado a juízes e às plataformas digitais com sede nos EUA”, afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos. “Precisamos tratar disso também.”





































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