O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, iniciou uma série de mudanças nos principais cargos das Polícias Civil e Militar nesta semana. A principal delas foi a nomeação do coronel Henguel Pereira para o cargo de secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública (SSP), segundo posto mais importante da pasta.
A nomeação foi publicada no Diário Oficial da última terça-feira, 3.
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Guilherme Derrite, ex-secretário da Segurança Pública, deixou o cargo em dezembro para disputar uma vaga no Senado pelo PP. Com a saída de Derrite, assumiu a secretaria o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, conhecido como Nico, que tinha proximidade com o antecessor.

Desde que tomou posse, Nico promoveu alterações na Polícia Civil. Entre elas, a nomeação da delegada Fernanda Herbella, então à frente da Deatur — responsável pelos grandes eventos —, para a diretoria da Academia de Polícia.
Ele também indicou o delegado Fábio Pinheiro Lopes, afastado da corporação desde dezembro de 2024, para o Departamento de Operações Policiais Estratégicas, além do delegado Oswaldo Diez Junior para a direção do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2, com sede em Campinas.
Já Henguel chegou ao novo cargo com aval do governador para promover mudanças na Polícia Militar, instituição da qual faz parte desde 1989. Uma delas foi a exoneração do coronel Cássio Araújo de Freitas, ex-comandante-geral da PM, que ocupava até então o cargo de chefe de gabinete da secretaria. A decisão também consta no Diário Oficial de terça-feira.
Antes de assumir a SSP, Henguel permaneceu por quase quatro anos como secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado. No período, foi responsável pela segurança do governador e de sua família, o que o aproximou da primeira-dama Cristiane Freitas.
Aliados de Tarcísio e Derrite negam desentendimento entre os dois
Circulam na imprensa informações sobre novas trocas nas forças de segurança. Entretanto, Nico negou qualquer intenção de afastar o delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian. Segundo ele, Dian só deixaria o cargo por decisão própria, apesar de manifestar interesse em disputar uma eleição.
“Não há previsão de troca do delegado-geral, essa informação não procede”, afirmou Nico ao jornal O Globo. Sobre as mudanças em curso, disse tratar-se de um processo natural com a troca de comando. “É normal quando muda o secretário. Quem assume traz pessoas de confiança.”

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, as alterações também foram vistas como esperadas, embora circulem rumores de um desentendimento entre Derrite e Tarcísio, o que é negado por aliados de ambos.
Em nota, Derrite afirmou que as escolhas depois de sua saída são prerrogativa da nova gestão e destacou os resultados obtidos durante sua passagem pela pasta. Disse ainda esperar que o projeto desenvolvido tenha continuidade e que a valorização policial seja mantida.
Internamente, Tarcísio justificou as mudanças como consequência natural da troca de comando. A interlocutores, afirmou que Nico assumiu com autonomia para reorganizar a estrutura da secretaria, o que permitirá uma cobrança futura por resultados.
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