O Governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 13, no Palácio dos Bandeirantes, a ampliação do Ensino Médio Técnico na rede estadual. A Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP) informou que o número de alunos matriculados na modalidade passará de cerca de 120 mil em 2024 para mais de 230 mil em 2025, crescimento que praticamente dobra a oferta atual.
Ao incluir os estudantes das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Centro Paula Souza, o total chegará a 320 mil jovens na educação profissional. Segundo o governo, isso corresponde a 40% dos alunos das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que, a partir do ano que vem, São Paulo “terá muito mais alunos com dupla formação, saindo da escola com diplomas de ensino médio e de ensino profissionalizante”.
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A rede estadual oferece formação técnica de quatro formas: com professores da Seduc-SP nas próprias escolas; com docentes das Etecs, que também ministram aulas nas unidades estaduais; com cursos no Senai; ou com turmas no Senac, em períodos diferentes das aulas regulares.
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Segundo a Seduc-SP, 11 cursos são ofertados diretamente nas escolas estaduais: administração, agronegócio, ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, eletrônica, enfermagem, farmácia, hospedagem, logística, meio ambiente e vendas. Com as formações disponibilizadas pelo Senai e Senac, o total chega a 60 cursos.
Tarcísio destacou que a ampliação está relacionada às características da economia paulista. “Os cursos profissionalizantes que oferecemos estão conectados com a nossa vocação, pois São Paulo é próspero no agronegócio e na indústria”, declarou. “Temos muitas potencialidades e precisamos de profissionais capacitados.”
A Seduc-SP informou ainda que a presença dos alunos nas escolas que oferecem cursos técnicos tem sido maior do que a média geral da rede. Segundo Feder, o índice de frequência estadual, que era de 78% no começo da gestão, subiu para 88%. Nas turmas de formação profissional, afirmou o secretário, a frequência é cinco pontos porcentuais a mais na média do Estado.
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Programa de bolsa-estágio para o ensino médio técnico
Durante o evento, também houve o reconhecimento de empresas e escolas que participam do programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM). Segundo o governo paulista, desde o começo da semana, 9 mil estudantes contratados já foram introduzidos às suas atividades. A meta da Seduc-SP é atingir 10 mil estagiários até o fim de dezembro e 30 mil em 2026.
O secretário da Educação, Renato Feder, afirmou que o avanço da modalidade tem relação direta com o programa. “Chegamos à Secretaria da Educação em 2023 com cerca de 35 mil estudantes matriculados no Ensino Médio Técnico nas escolas estaduais e, em 2026, alcançaremos 230 mil estudantes na modalidade de ensino”.

O BEEM oferece bolsas entre R$ 420 e R$ 850, a depender da área e da carga horária. Durante os primeiros seis meses, o pagamento é feito pela Seduc-SP, que também oferece seguro contra acidentes pessoais. Cursos como administração, vendas, logística, agronegócio e desenvolvimento de sistemas concentram a maior parte das vagas de estágio.
Para participar do BEEM, o aluno precisa estar matriculado na 2ª ou 3ª séries do itinerário de formação técnica, ter pelo menos 16 anos e apresentar frequência escolar igual ou superior a 85%. É necessário também ter participado do Provão Paulista Seriado no ano anterior. A adesão de empresas pode ser feita por meio da Seduc-SP.
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Nem todos no ensino são capacitados para mestrado ou doutorado. Dar a oportunidade para o ingresso um curso técnico é inteligente e funcional.
Aí é que está: quando ouço “mestrado”, “doutorado”, “pós-doutorado”, geralmente é na área de Humanas. O que o mundo tem carência mesmo é de engenheiros, físicos, químicos, pesquisadores, enfim, algo que possa inovar e melhorar de fato a vida humana. Sociólogos, filósofos, psicólogos, advogados, cineastas, isso tem de sobra e nada agrega a humanidade.