Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta um processo na Itália que pode resultar em sua extradição para o Brasil, a pedido do governo Lula.
Tagliaferro buscou refúgio na Itália depois de denunciar abusos cometidos por Moraes, quando o magistrado comandava o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça italiana realizará a primeira audiência sobre o pedido de extradição nesta quarta-feira, 17.
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Em entrevista concedida ao programa Faroeste à Brasileira, da Revista Oeste, nesta terça-feira, 16, Tagliaferro disse que “está com a consciência tranquila” e que tem procurado fazer o que considera certo diante da perseguição que vem sofrendo.
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O ex-assessor contou que já entregou todo o material de defesa à Justiça italiana e está na expectativa do desfecho do julgamento.
Tagliaferro não descartou a possibilidade de ser extraditado, uma vez que, segundo o ex-assessor, a imprensa italiana não tem dado destaque à situação do Brasil e casos como o dele e o da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) são desconhecidos pelos italianos.
Ele também citou a possibilidade de acordos entre os governos brasileiro e italiano envolvendo sua extradição.
Tagliaferro ainda relatou problemas com o primeiro advogado que contratou para defendê-lo na Itália. A atuação inadequada do profissional o fez perder o prazo para apresentar sua defesa no início do processo.
Relembre o caso Tagliaferro
Tagliaferro entrou na mira do STF em agosto do ano passado, depois de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo trazer à tona mensagens trocadas entre assessores do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a reportagem, as mensagens sugerem que Moraes teria usado o TSE para perseguir apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros integrantes da direita.
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Na decisão que autorizou a investigação contra seu ex-assessor, Moraes afirmou que “o vazamento e a divulgação de mensagens particulares trocadas entre servidores dos referidos tribunais se revelam como novos indícios da atuação estruturada de uma possível organização criminosa que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”.
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