O acordo entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para apresentar um projeto alternativo à anistia dos presos do 8 de janeiro surpreendeu a oposição na Casa Alta e aumentou a tensão no Congresso.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, reagiu com críticas diretas ao tratado. “Acordo com o Supremo?”, indagou. “E o Legislativo? E a separação entre os Poderes? A Constituição foi revogada?”
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Interpelado por Oeste, Marinho afirmou que a negociação paralela com os ministros do STF compromete o equilíbrio institucional. “Imaginei, de acordo com o nosso ordenamento jurídico e constitucional, que o papel do Supremo era julgar”, disse. “Estou muito preocupado com a saúde da nossa democracia.”
Tom escolhido pelo STF
Segundo apurou Oeste, Alcolumbre e Motta conversam com integrantes do Supremo para propor uma versão alternativa ao texto da anistia. A proposta busca individualizar as penas dos envolvidos no episódio do 8 de janeiro, mas endurecerá o tratamento para os apontados como mentores da suposta tentativa de golpe. A previsão para a apresentação da proposta é o mês de maio.
A articulação incomodou parlamentares de oposição no Senado e na Câmara. O movimento, que ocorre fora da instância do Legislativo, acentua a desconfiança entre oposicionistas e os presidentes das duas Casas.
Aliados de Motta enxergam na proposta uma tentativa de calar as pressões da oposição. O deputado paraibano circula entre PT e PL para debater o assunto da anistia, o que lhe rendeu, nos bastidores, fama de quem “acende uma vela para Deus e outra para o diabo”.
Na Casa Alta, parlamentares interpretam que Alcolumbre age para enfraquecer a oposição e agradar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O apoiadores do STF sofrem da Sídrome de Estocolmo. A gente compreende, embora não aceite…
Depois esperam poder discursar sobre democracia, republicanismo, moral e ética…
Os presos do 8/1 sendo trocados por uma pequena prefeitura do nordeste e o prejuízo dos correios para proteger um amapaense ( sem qualquer preconceito contra o estado do Amapá e quem lá nasceu, apesar dos seus eleitores terem votado no Sarney, várias vezes)…
Isso mesmo Osmar Martins Silveira, até jornalistas da própria oeste, com exceção da Ana Paula Henkel, endossavam tudo isso, uma aberração, se juntar com quem tem uma ficha própria e familiar, como esse presidente da câmara dos deputados. Será que que Marinho, descobriu só agora que a democracia está ruída? A fala macia em um parlamento como esse que estamos assistindo, não cola, muda o tom Marinho!
Até eu que não vivo da política achei uma enorme estupidez o apoio que o PL e os oposicionistas deram para eleger o alcolumbre e o motta. Será que eles não sabiam quem eram essas figuras, se todo o mundo já sabia? Agora se queixam? Ou foram burros ou agiram de má fé e agora estão fingindo-se surpresos.
A coisa era simples, Osmar Martins Silvestre: ou negociavam apoio ou ficavam sem cargos nas mesas. Os eleitos apenas confirmaram sua falta de caráter, liberando a oposição para agir como quiser.