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Política

STF retoma análise sobre bloqueio em perfis de Bolsonaro

Casos tratam do uso de contas digitais por autoridade no exercício do cargo

Jair Bolsonaro durante exibição de sua live nas plataformas digitais
Defesa de Bolsonaro sustenta posição que o presidente poderia gerir a conta pessoal e definir contatos e seguidores | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou novo julgamento sobre o bloqueio de usuários nas redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Corte vai analisar duas ações que discutem a conduta durante o exercício do mandato.

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Os relatores serão a ministra Cármen Lúcia e o ministro André Mendonça. O julgamento está previsto para 20 de maio.

Ações questionam limites nas redes

Um dos processos foi apresentado pelo jornalista William de Luca Martinez. Em 2020, ele solicitou ao STF o desbloqueio de seu perfil na plataforma Twitter, agora X.

ministros STF
A ministra Cármen Lúcia será um dos relatores do caso | Foto: Reprodução/STF

O jornalista afirmou que a medida representa censura e abuso de poder. Ele sustentou que a participação popular não se limita ao voto. Segundo o autor, o cidadão deve acompanhar, fiscalizar e criticar ações do governo. Também defendeu o direito de sugerir medidas.

+ Leia também: “Oposição promete se mobilizar contra indicação de Messias ao STF

A segunda ação partiu do advogado Leonardo Medeiros Magalhães. O pedido, também de 2020, envolve o desbloqueio de sua conta no Instagram. Ele solicitou o reconhecimento do direito de interagir com o perfil de Bolsonaro.

À época, o então presidente utilizava a conta durante o mandato. O advogado classificou o bloqueio como afronta à liberdade de manifestação. Para ele, a medida atinge um direito fundamental.

A defesa de Bolsonaro sustentou posição distinta. Os advogados afirmaram que o então presidente poderia gerir conta pessoal. Segundo a argumentação, ele teria direito de definir contatos e seguidores.

Enquanto isso, o ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da defesa de Bolsonaro sobre publicação de vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

No material, divulgado durante conferência nos Estados Unidos, Eduardo afirmou que gravava o conteúdo para mostrar ao pai. Segundo ele, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária e não pode acessar celular ou redes sociais, ainda que por terceiros.

Em resposta, Eduardo classificou a decisão como “esdrúxula”.

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