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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou, nesta quinta-feira, 25, a proposta de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que buscava revelar detalhes sobre negociações investigadas na Operação Compliance Zero. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a proposta tinha "reduzida utilidade" e não apresentava informações inéditas, além de não contribuir para a recuperação de valores relacionados aos supostos crimes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) recusou, nesta quinta-feira, 25, a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O procurador-geral Paulo Gonet enviou a decisão ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na noite de hoje.
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Paulo Henrique pretendia revelar detalhes sobre as negociações entre o BRB e o Banco Master, investigadas na Operação Compliance Zero e em outros inquéritos. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a decisão de Gonet avalia que a proposta apresenta “reduzida utilidade e débil eficácia potencial” para os fins a que deveria servir.
Delação é negada por falta de utilidade às investigações
Segundo o PGR, uma colaboração premiada deve trazer elementos úteis às investigações e contribuir de forma efetiva para a descoberta de provas. Gonet afirmou que a proposta de Paulo Henrique não atende a esse critério.
O procurador-geral também sinalizou que os temas apresentados pelo ex-dirigente não trazem informações inéditas. A avaliação inclui, especialmente, a ausência de novidades sobre a recuperação de valores obtidos com os supostos crimes.
A decisão também aponta a ausência de sinais de ressarcimento. Para o procurador-geral, a proposta não supera os resultados já obtidos pelas autoridades cíveis e criminais na busca por bens ligados ao esquema.
Paulo Henrique está preso desde 16 de abril, quando foi detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele é suspeito de não seguir práticas de governança e de permitir negócios sem lastro entre o BRB e o Banco Master.
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De acordo com investigadores, o ex-presidente do BRB teria recebido ao menos seis imóveis de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As propriedades somam R$ 146 milhões, e duas delas ficam em Brasília.
A Polícia Federal investiga se os imóveis foram entregues como contrapartida por operações que favoreceram o esquema do Banco Master. A defesa nega irregularidades e contesta a manutenção da prisão.
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