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Política

STF marca julgamento sobre molde da eleição tampão no RJ

Corte decide em 8 de abril, no plenário físico, se escolha do governador vai ser indireta ou por voto direto

Rafael Oliveiran TJRJ - ricardo couto de castro - governador do rio de janeiro
O desembargador Ricardo Couto de Castro é o atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro — e o mais novo governador interino do Estado | Foto: Rafael Oliveira/TJRJ

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o próximo dia 8 o julgamento que definirá o modelo de eleição para um mandato tampão no governo do Rio de Janeiro, depois da renúncia de Cláudio Castro. A análise será realizada no plenário físico da Corte.

O caso foi pautado depois que o ministro Cristiano Zanin suspendeu a eleição indireta aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e determinou a reunião das ações sobre o tema. Com isso, o processo que tramitava no plenário virtual, sob relatoria do ministro Luiz Fux, será reiniciado no plenário físico.

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Os ministros devem definir se a escolha para o mandato tampão ocorrerá de forma indireta, pelos deputados estaduais, ou por eleição direta, com participação dos eleitores.

Sessão do STF - 26/03/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Sessão do STF – 26/3/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Na última sexta-feira, 27, a Corte formou maioria para derrubar parcialmente a liminar que suspendia regras da eleição indireta. Os ministros restabeleceram o prazo de 24 horas para desincompatibilização de candidatos, mas mantiveram a suspensão do voto aberto.

Rio de Janeiro está sem governador, vice nem presidente da Câmara

O futuro governador ocupará o cargo atualmente exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, desde o último dia 23, quando Castro deixou o posto para disputar as eleições deste ano. O vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), já havia renunciado em 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Um dia depois da saída de Castro, ele e Pampolha foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em um caso que envolveo a contratação de servidores sem transparência.

rodrigo bacellar alerj deputado estadual
Bacellar enfrenta suspeitas de ter repassado informações sigilosas da Operação Zargun e de orientar o deputado TH Joias a eliminar provas | Foto: Reprodução/Facebook/Rodrigo Bacellar

O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), antigo presidente da Alerj, não assumiu o governo por estar afastado do cargo desde o fim do ano passado, por decisão do STF. Ele foi preso pela segunda vez na sexta-feira.

Na semana passada, o TSE determinou a cassação imediata do mandato de Bacellar, além de torná-lo inelegível. A decisão também ordenou a exclusão dos votos recebidos por ele e a retotalização, procedimento que recalcula a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.

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