publicidade
Política

STF mantém decisão de multar Bolsonaro por reunião com embaixadores

Segunda Turma da Corte negou recursos contra condenação por propaganda irregular do ex-presidente

Jair Bolsonaro
STF manteve a decisão de multar Bolsonaro por R$ 20 mil por propaganda irregular antecipada nas eleições de 2022 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade nesta segunda-feira, 27, dois recursos contra decisão do dois recursos contra Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que aplicou multa de R$ 20 mil ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro por propaganda irregular antecipada nas eleições de 2022.

Os recursos foram movidos pelo próprio Bolsonaro e pela sua legenda, o Partido Liberal (PL), tendo sido rejeitados inicialmente pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso.

Receba nossas atualizações

O julgamento foi referente ao encontro organizado no Palácio da Alvorada pelo ex-presidente com embaixadores para falar sobre o sistema eleitoral brasileiro.

+ Leia as últimas notícias de Política no site da Revista Oeste

Alegação de Bolsonaro

Bolsonaro e o PL argumentaram que o caso não deveria ser avaliado pela Justiça Eleitoral.

Segundo eles, no discurso aos diplomatas, o ex-presidente criticou as urnas eletrônicas e o processo eleitoral, demonstrando apenas “inquietações” sobre o sistema e que ele estava exercendo seu direito de liberdade de expressão, dentro das prerrogativas do cargo de presidente.

Jair Bolsonaro
Bolsonaro e sua legenda, o Partido Liberal (PL) moveram recursos contra a decisão, mas o STF rejeitou, mantendo a multa | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os ministros, porém, confirmaram a decisão de Toffoli, rejeitando os recursos. A ação foi analisada com base na legislação que trata da propaganda eleitoral. Dessa forma, segundo eles, não houve ofensa à Constituição, o que inviabilizou a tramitação do recurso.

De acordo com Toffoli, para reverter a conclusão do TSE seria necessária à análise de fatos e provas, o que, segundo as normas do Supremo, não é possível dentro do julgamento de recursos extraordinários.

O caso

Em julho de 2022, Bolsonaro convocou cerca de 40 diplomatas para uma reunião sobre o sistema eleitoral de votação.

O ex-presidente disse que as eleições deveriam ser “limpas” e “transparentes”, fazendo críticas ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas.

O caso resultou na condenação de Bolsonaro a inelegibilidade até 2030 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Lembrando, a PEC que limita decisões monocráticas é inócua frente a uma maioria num plenário de ministros disfuncionais. Essa PEC deve ser fumaça para enganar trouxas, Omisso Pacheco trabalhando por Alcolumbre para deixar tudo como está.

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Nunca seria propaganda eleitoral Poderia ser até contra o próprio presidente a reunião com embaixadores. Foi uma defesa necessária dele diante dos embaixadores. O STF ainda vai explodir por dentro.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade