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Política

STF entende que Congresso é omisso e dá prazo para edição de lei de proteção ao Pantanal

Ministros avaliam que Legislativo não cumpriu determinação de alteração de norma para preservação do bioma

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF)
Sede do Supremo Tribunal Federal | Foto: Divulgação/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) entende que o Congresso Nacional é omisso na proteção ao Pantanal. A Corte estabeleceu um prazo de 18 meses para que o Legislativo crie normas específicas para o bioma.

Por 9 votos a 2, o tribunal concluiu que o Parlamento não cumpriu a Constituição ao não editar uma lei regulamentadora. O relator, ministro André Mendonça, havia sugerido 12 meses, mas o prazo final foi estendido em mais seis meses.

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Os ministros Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Edson Fachin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes acompanharam o relator. Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes divergiram.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) propôs a ação, e a análise começou em dezembro do ano passado. Na sessão do dia 6, o julgamento foi retomado com o voto do relator.

O ministro Mendonça destacou que a Constituição dá proteção especial ao Pantanal e o reconhece como patrimônio nacional e requerendo tratamento diferenciado.

“A expressão traz uma excepcional e diferenciada posição a esses biomas, a merecer tratamento legislativo específico”, afirmou. “De um lado, demanda que se tenha tratamento que se preserve a soberania nacional. De outro, que se dê especial proteção a um patrimônio que não é só brasileiro, mas da humanidade e de futuras gerações.”

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Ele destacou que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já têm leis especiais para proteger o Pantanal, mas que isso não exime a União de sua responsabilidade constitucional.

O ministro Nunes Marques listou projetos de lei em tramitação nas duas Casas do Congresso que tratam do Pantanal e reforçou a necessidade de preencher a lacuna legislativa.

Prazos e desafios

Fachin destacou que já se passaram 35 anos desde a promulgação da Constituição, sem que o Congresso legislasse sobre o assunto.

“Portanto, não se trata apenas de uma mora conjuntural, constitucional”, disse o ministro. “É a idade da Constituição brasileira. Essa é uma daquelas proteções não cumpridas da Constituição.”

Luiz Fux lembrou da relatoria dos processos que trataram do Código Florestal. “Posso afiançar que ele é absolutamente insuficiente para a proteção desse bioma Pantanal”, disse.

Leia também: “Número de incêndios aumenta mais de 900% no Pantanal em 2024”

Barroso destacou a insuficiência da legislação atual, mencionando que em 2020 incêndios devastaram mais de 4 milhões de hectares do Pantanal. “A situação normativa que temos não está dando conta de enfrentar esse problema”, disse.

Cristiano Zanin, por sua vez, afirmou que a ação não trouxe elementos suficientes para comprovar a insuficiência do arcabouço legal atual.

Alexandre de Moraes também entendeu que não há lacuna de proteção ao bioma, mencionando que a discussão não é sobre concordar ou não com a legislação existente.

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5 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Servidores públicos da Suprema Corte (STF), a serviço da ONU e de interesses estrangeiros no Brasil. Indivíduos limitados, tanto cognitivamente como funcionalmente, inclusive ignorantes em quase todas as áreas de saber, a exceção do Português e do regramento do Direito (que o relativizam à bel-prazer), porém se imiscuem nas esferas do Legislativo e do Executivo para sabotar o País!
    Até quando?

  2. Hermes
    Hermes

    Pior que isso é a pura verdade, porque a casa não tem um presidente verdadeiro, ativo e valente, por outro lado, esse senado, a câmara e o Brasil inteiro ENTENDEM que o STF se intromete demais nos outros poderes e em assuntos, tomando atitudes que não são de sua alçada e responsabilidade. Esse circo já está ficando muito chato.

  3. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    E que tal o Congresso marcar prazo para o STF julgar as milhares de açoes que podem prescrever? Coragem Lira e Pacheco!

  4. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    O STF pode pautar o Congresso Nacional?

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