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Política

STF deve rejeitar decisão de Mendonça sobre prorrogação da CPMI do INSS

Ministro determinou que Davi Alcolumbre (União-AP) recebesse em até 48 horas o pedido de prorrogação dos trabalhos

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Em meio a discussões sobre o futuro da CPMI do INSS, ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizam, conforme informação do jornal O Estado de S. Paulo, que a maioria da Corte deve votar contra a decisão do ministro André Mendonça que prorrogou os trabalhos da comissão. O julgamento desse caso está agendado para esta quinta-feira, 26.

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Na última segunda-feira, 23, Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebesse em até 48 horas o pedido de prorrogação da CPI. O parlamentar ainda teria de realizar a leitura do documento e efetivar a extensão do prazo. No entanto, Alcolumbre aguarda a posição do plenário do STF antes de agir.

Estratégias no STF e impasses políticos no Senado

andré mendonça
O ministro André Mendonça, durante uma sessão plenária no STF – 11/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Aliados de Alcolumbre calculam o prazo a partir das 18h20, quando a Advocacia do Senado recebeu a notificação oficial. A intenção é atrasar a comunicação ao Congresso o máximo possível. Assim, ele espera que o STF reverta a decisão antes de ocorrer a prorrogação da CPI, conforme determinado por Mendonça.

Nos bastidores, ministros da Suprema Corte lembram que existe jurisprudência para proteger direitos das minorias na abertura de CPIs. Contudo, essa garantia não se estenderia à prorrogação do prazo, considerada prerrogativa do presidente da Casa, que pode decidir com base em avaliação política.

Leia mais: “O Inquérito da Censura”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 314 da Revista Oeste

O tribunal entende que o Supremo só deve intervir se houver omissão do presidente do Senado. Enquanto isso, a oposição tenta ampliar a pauta da CPI do INSS para abranger investigações como o caso do Banco Master, o que tem gerado críticas de ministros da Corte.

Possíveis desdobramentos e novas frentes de investigação

Caso o plenário do STF derrube a decisão de Mendonça, as atividades da CPI do INSS devem acabar no sábado 28. A oposição, então, poderá transferir investigações para a CPI do Crime Organizado, prevista para terminar em 15 de abril, ou tentar abrir uma comissão específica sobre o Banco Master.

O julgamento desta quinta-feira também servirá para identificar quais ministros desejam impor limites aos poderes das CPIs. Em breve, o plenário votará sobre a decisão do ministro Flávio Dino que derrubou quebras de sigilo promovidas pela CPI do INSS, incluindo a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Setores do STF defendem restrições ao poder das CPIs para acessar dados sigilosos de investigados. Ministros próximos de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm tomado decisões que contrariam o Congresso em casos relacionados ao Banco Master e a fraudes no INSS.

O posicionamento da Corte sobre essas questões deve ser consolidado no julgamento do caso Lulinha. Gilmar Mendes e Dino criticam o modo como as CPIs atuam, e Gilmar já anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen, determinada pela CPI do Crime Organizado.

Leia também: “O choro sem lágrimas”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 314 da Revista Oeste

Para Gilmar e Dino, “as quebras de sigilo são uma medida excepcional e, portanto, devem ser justificadas individualmente, não em votação simbólica, em bloco”.

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10 comentários
  1. Messias Rodrigues Pereira
    Messias Rodrigues Pereira

    Ja disse varias vezes estes cafagestes só para se for para um caixa de madeira

  2. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Não entendi! A maioria das decisões do STF são feitas monocraticamente sem qualquer decisão do plenário e diga-se de passagem muitas delas que obrigatoriamente deveria ouvir as demais partes. Por quê cargas da agua o Ministro Mendonça submete sua decisão ao plenário????? Alcolumbre é um mal para o país e os parlamentares nada fazem para tira-lo da posição, exceto ficar fazendo firulas no youtube…..é preciso AÇÃO……

  3. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Só porrada em cima desses vagabundos! As forças mimadas também estão preocupadas com o Nada! Pobre Brasil!

  4. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    Que a corrupção está instalada nesse poder não é nenhuma novidade, a diferença agora é que os meliantes vão estar confessando ao dar o voto de rejeição.

  5. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    A quadrilha agora perdeu o resto da vergonha e se mostra para o povo brasileiro o que eles realmente são. Canalhas

  6. CEZAR M L DUARTE
    CEZAR M L DUARTE

    E se um ministro pedir vistas?
    Pelo que entendi na decisão de Mendonça, as atividades da CPMI não devem parar.
    Fux bem que podia, né?

  7. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Estão em defesa dos seus interesses , proteger essa quadrilha que se instalou em Brasília

  8. Mariza
    Mariza

    Impérios surgem, impérios caem… espero viver o suficiente para assistir a prisão de todos os corruptos e blindadores das comissões que buscam encontrar os envolvidos nesses escândalos escabrosos que assolam no Pais. É muito triste e revoltante o que acontece na nossa Pátria! Um corporativismo institucional deprimente… Que Forças Supremas do Universo olhe pelo povo massacrado. 😪

  9. Cesar Luiz
    Cesar Luiz

    O STF se mete em todo assunto exclusivo do Congresso e agora, no caso da CPMI do INSS, vem com essa de que não podem se meter? Seletividade interesseira.

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