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Política

Silvinei Vasques chega a Brasília depois de ter sido preso no Paraguai

Ex-diretor da PRF foi capturado com documentos falsos, passou por Foz do Iguaçu e agora aguarda decisão do STF sobre local de custódia

Silvinei Vasques
A defesa de Silvinei Vasques quer sua transferência para Santa Catarina | Foto: | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi transferido neste sábado, 27, para Brasília, onde passará a cumprir prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A transferência ocorreu depois de ele ser capturado no Paraguai, quando tentava deixar o país rumo a El Salvador utilizando documentos falsos. Antes de chegar à capital federal, ele passou a noite sob custódia em Foz do Iguaçu (PR).

+ Defesa pede ao STF que Silvinei Vasques cumpra prisão em Santa Catarina

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A polícia do Paraguai deteve o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques no Aeroporto Internacional Sílvio Pettirossi | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
A polícia do Paraguai deteve o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques no Aeroporto Internacional Sílvio Pettirossi | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai

O ex-diretor da PRF foi preso na sexta-feira 26, no aeroporto de Assunção, ao tentar embarcar com um passaporte paraguaio falso, em nome de Julio Eduardo. No momento da abordagem, portava uma carta manuscrita na qual alegava sofrer de câncer no cérebro e dizia ter dificuldades para falar e ouvir, atribuindo a viagem à necessidade de tratamento médico fora do Brasil.

Condenação de Silvinei Vasques

Condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela 1ª Turma do STF, Silvinei Vasques aguardava o fim da tramitação do processo em liberdade monitorada, com uso de tornozeleira eletrônica. Na madrugada do dia 25, por volta das 3h, a Polícia Federal identificou falha no sinal do equipamento, que deixou de transmitir dados de geolocalização.

Silvinei Vasques ao ser detido pela Polícia do Paraguai | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
Silvinei Vasques ao ser detido pela Polícia do Paraguai | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai

Horas depois, agentes da Polícia Penal (PF) de Santa Catarina foram acionados para verificar o endereço do ex-diretor, no município de São José, mas ele já havia deixado o local. Ainda na noite do dia 25, a PF esteve no apartamento para apurar o descumprimento das medidas cautelares.

As investigações apontam que Silvinei utilizou um carro alugado para sair do prédio e, antes disso, organizou pertences pessoais, incluindo bolsas, tapetes higiênicos para cães e um animal da raça pitbull. Em seguida, seguiu por terra até o Paraguai. O deslocamento foi detalhado em relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que decretou a prisão preventiva.

Documento usado por Silvinei Vasques no nome de Julio Eduardo | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai
Documento usado por Silvinei Vasques no nome de Julio Eduardo | Foto: Divulgação/Polícia do Paraguai

Defesa pede custódia fora do DF

Depois da transferência para Brasília, a defesa solicitou que o ex-diretor da PRF cumpra a prisão em Santa Catarina, preferencialmente em São José ou Florianópolis. Os advogados alegam que o ex-diretor possui vínculos familiares, sociais e profissionais no estado, o que contribuiria para a segurança da custódia e facilitaria o exercício da ampla defesa.

De forma alternativa, caso o pedido não seja acolhido, a defesa requereu que ele seja mantido na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal, por considerar a estrutura mais adequada a casos de alta exposição institucional.

Ex-diretor relatou ter realizado sessões de radioterapia e quimioterapia em dezembro de 2025 | Foto: Divulgação/Polícia Federal
Ex-diretor relatou ter realizado sessões de radioterapia e quimioterapia em dezembro de 2025 | Foto: Divulgação/Polícia Federal

Novas medidas do STF depois da tentativa de fuga

Depois da tentativa de fuga de Silvinei Vasques, Alexandre de Moraes determinou prisão domiciliar para outros condenados no mesmo processo, com o objetivo de evitar novas tentativas de fuga. 

+ PF faz operação contra Martins e outros 9 condenados por suposto golpe

A PF cumpriu a ordem na manhã deste sábado em dez endereços, distribuídos por estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e Distrito Federal. Entre os alvos estão ex-militares e investigados ligados ao chamado núcleo da suposta ação golpista. 

As medidas impostas incluem a proibição de uso de redes sociais, restrição de contato com outros investigados, entrega de passaportes, suspensão do porte de arma e limitação de visitas. Em casos envolvendo militares, o Exército participou do cumprimento das ordens judiciais.

Leia também: “Lama na toga”, reportagem publicada na Edição 302 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Nosso Supremo, nem menos a polícia federal são enfáticos e precisos para prender traficantes, criminosos e corruptos deste modo. Quiçá um dia nossa justiça seja justa e não perdoe nem banqueiros estelionatários.🤪

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