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Política

Sete vereadores retiram apoio a CPI que pretende investigar padre Júlio

Parlamentares haviam assinado o requerimento, mas voltaram atrás, depois dele ter sido apontado como principal investigado

Júlio Lancellotti
CPI que investigaria padre Júlio Lancellotti precisa de 28 votos | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Sete vereadores da Câmara Municipal de São Paulo retiraram nesta sexta-feira, 5, o apoio para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as ONGs que atuam no centro da capital paulista, segundo informou a Folha de S. Paulo.

Leia mais: “Padre Júlio Lancellotti vira alvo da CPI das ONGs na Câmara de São Paulo”

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Eles haviam assinado o requerimento, mas voltaram atrás, depois de o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, ter sido apontado como principal investigado.

Os parlamentares Milton Ferreira (Podemos) e Beto do Social (PSDB) emitiram nota em suas redes sociais em que dizem ter pedido a remoção de suas assinaturas do protocolo.

Na quinta-feira 4, haviam retirado seus nomes os vereadores Sidney Cruz (Solidariedade), Nunes Peixeiro (MDB), Thammy Miranda (PL), Xexéu Tripoli (PSDB) e Sandra Tadeu (União Brasil). Eles, conforme informou a Folha, se declararam contrários à abertura da CPI.

Também o líder do governo, Fábio Riva (PSDB), e o vice-presidente da Câmara, João Jorge (PSDB), disseram que avaliam a retirada de seus nomes.

Leia mais: “Moraes avisa que vai intervir politicamente para ajudar padre Júlio Lancellotti”

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), autor da CPI das ONGs, disse que 25 parlamentares assinaram o requerimento para a instauração da investigação no começo de dezembro.

Caso as desistências sejam confirmadas, a proposta não atende ao requisito mínimo de 28 assinaturas para ser votada em plenário.

A Câmara Municipal paulistana é composta por 55 vereadores.

Avaliação prévia

Câmara Municipal
Vereadores estão retirando assinaturas do requerimento | Foto: Reprodução/Flickr/Câmara Municipal

A proposta deve ser previamente avaliada pelos vereadores que integram o Colégio de Líderes da Câmara Municipal.

A avaliação está prevista, segundo a Folha, para a primeira semana de fevereiro, quando a Câmara volta do recesso de fim de ano.

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Em caso de aprovação, a instauração da CPI é votada em plenário em duas rodadas. Na primeira, será avaliada a abertura de uma nova CPI.

Na segunda rodada, será definida a proposta a ser votada. Para cada uma delas, são necessários 28 votos favoráveis.

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3 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    ANOTEM esses nomes … eleições … vamos ver se a igreja católica tem isso de eleitores … que apoiam pedófilos

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Apenas mais uns políticos de geléia, medo da praga do “padre” militante comunista? Mais uma vez, vence a esquerda neste país. Pela reação, algo de muito podre esse sujeito aí tem a esconder.

  3. MARCELO TAKEO TOMITA
    MARCELO TAKEO TOMITA

    Não consigo entender o que o padre teria à esconder… a CPI deveria ser um grande evento para ele poder mostrar seu trabalho ao povo e eventualmente angariar mais ajuda

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