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Política

Senador desafia governo Lula e alerta para uso eleitoral do Orçamento de 2026

Efraim Filho desconfia de manobras da União para ampliar programas sociais

Efraim Filho
Efraim se posiciona dias depois de Haddad anunciar novas medidas para compensar o recuo na alta do IOF | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Efraim Filho (União-PB), sinalizou que vai barrar qualquer tentativa do governo Lula de inflar os gastos públicos em 2026.

Ele teme que o Palácio do Planalto use o Orçamento para ampliar programas com viés eleitoreiro no ano em que o presidente pretende disputar a reeleição.

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Efraim citou nominalmente o Vale Gás e o Pé-de-Meia como exemplos de iniciativas que podem ser turbinadas com esse objetivo. Segundo ele, a comissão manterá vigilância sobre qualquer tentativa de desvio orçamentário com fins políticos.

“Com todo esse esforço arrecadatório do governo, a CMO estará muito atenta para que não sirva como meio para aumentar gastos com projetos eleitoreiros em 2026”, disse o senador ao jornal O Estado de S. Paulo. “A exemplo do Vale Gás e do Pé-de-Meia. Essa estratégia não encontrará respaldo.”

A fala de Efraim ocorre depois de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciar novas medidas para compensar o recuo na alta do IOF.

Entre as ações previstas estão a taxação das apostas esportivas e o fim da isenção para papéis como LCIs e LCAs — investimentos ligados ao setor imobiliário e ao agronegócio.

As propostas vêm irritando parlamentares da base e do centrão, que enxergam na política fiscal do governo um risco de desgaste em ano eleitoral. Apesar de aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Efraim tem se posicionado contra o aumento da carga tributária.

Centrão quer relatoria da LDO para influenciar o Orçamento

A escolha do relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias também entrou no radar da disputa política. O PT indicou o deputado Carlos Zarattini (SP) para o cargo, depois do acordo que garantiu apoio à eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara.

+ Leia também: “Campos Neto critica política fiscal e diz que governo Lula erra sobre a inflação”

No entanto, o centrão pressiona para assumir o posto. A intenção é clara: controlar os rumos do Orçamento e impedir que o governo federal use a LDO como ferramenta de favorecimento político em 2026.

2 comentários
  1. LEONARDO CAIO SIMIONATO
    LEONARDO CAIO SIMIONATO

    Imagina se o STF não vai dar parecer favorável à “gastança”….

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