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Política

Senado reconhece perda de mandato de Juíza Selma

A senadora foi cassada pelo TSE por caixa dois e abuso de poder econômico

Roque de Sá/Agência Senado

Por cinco votos a um, Mesa Diretora da Casa reconheceu a cassação de mandato feita pelo TSE

Mesmo com a pressão de caciques do Podemos, a Mesa Diretora do Senado oficializou a perda de mandato da senadora Juíza Selma Arruda (Pode-MT), cassada pela Justiça Eleitoral. A decisão foi tomada por cinco votos a um no colegiado do Senado e será comunicada ao plenário ainda nesta quarta-feira, 15.

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Apenas o senador Lasier Martins (RS), colega de partido da senadora, foi contrário ao relatório do senador Eduardo Gomes (MDB-TO). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não votou.

A senadora foi cassada pelo TSE por caixa dois e abuso de poder econômico na campanha de 2018, com a confirmação de decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT).

Na reunião da Mesa do Senado, Lasier Martins apresentou um pedido de vista do processo – mais tempo para análise – argumentando que houve um julgamento fora do padrão na Justiça Eleitoral. Além disso, o parlamentar argumentou que a Mesa não poderia se reunir virtualmente. Pelo mesmo placar, o adiamento foi negado.

Suplente

A vaga da ex-senadora deve ser ocupada pelo ex-vice-governador de Mato Grosso Carlos Fávaro (PSD), terceiro colocado no pleito de 2018 e responsável pela ação contra Selma. Ele ganhou no Supremo Tribunal Federal o direito de ocupar a cadeira até que nova eleição seja realizada.

O pleito estava marcado para o final de abril, mas por causa da pandemia do novo coronavírus foi adiado. E para que o estado de Mato Grosso não ficasse com sua representação prejudicada, já que no Senado, os estados e o Distrito Federal, tem três representantes cada, a Justiça eleitoral decidiu pela posse do terceiro suplente.

 

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2 comentários
  1. Alberto Garcia Filho
    Alberto Garcia Filho

    É mesmo um espanto! E quanto a senadores comrpvadamente corruptos como Humberto Costa, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Fernando Collor e Jacques Wagner, ficamos como?

    1. Oliveira Morgado
      Oliveira Morgado

      É simples, meu caro Alberto! Comemore primeiro a ação correta do Senado e depois continue a lutar pelo julgamento dos demais casos que estão em curso. Além destes que citou, ainda tem o caso do senador Flavio Bolsonaro, que está sendo investigado pelo MP-RJ e sob quem paira suspeitas dos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Contra este último, está tudo em banho-maria. Mas quem sabe, mais para frente, não possamos também celebrar quando a justiça também for feita neste caso.

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