publicidade
Política

Senado debate atualização da Lei do Impeachment

Relator, Weverton Rocha (PDT-MA) deve apresentar texto atualizado da legislação, que redefine regras para afastamento de autoridades; entenda

Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal; PEC
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Discussões no Senado sobre mudanças na Lei de Crimes de Responsabilidade ganham destaque depois de decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). O relator, Weverton Rocha (PDT-MA), deve apresentar, nesta segunda-feira, 8, o texto atualizado da legislação, que redefine regras para abertura de processos contra ministros da Suprema Corte, presidente da República e outras autoridades.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

A iniciativa surge como resposta à liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF, que restringiu mecanismos para afastamento de integrantes da Corte. Segundo o relator, Weverton Rocha, a decisão do Supremo pressiona o Senado a votar as alterações até o fim deste ano, conforme informou o jornal O Globo. O relatório prevê novas etapas para análise das denúncias e já circula entre parlamentares.

Texto no Senado propõe mudanças significativas

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
A fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

O projeto, elaborado por uma comissão de juristas, presidida pelo ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, foi solicitado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) quando presidia o Senado. O texto revê a lei de 1950, de modo a ampliar o grupo de autoridades abrangidas e determinar quem pode apresentar denúncias de impeachment.

Pela nova proposta, cidadãos comuns não poderão mais, de forma individual, protocolar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo nem outras autoridades. Denúncias passam a ser exclusivas de partidos com representação no Congresso, da OAB, entidades de classe e sindicatos nacionais ou estaduais.

A população ainda poderá participar, mas será necessário usar mecanismo de iniciativa popular, com coleta mínima de 1,6 milhão de assinaturas, equivalente a 1% do eleitorado. O texto também detalha condutas consideradas crimes de responsabilidade e estabelece critérios para julgamento e dosimetria de penas.

Leia também: “O amanhã do Supremo”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 299 da Revista Oeste

Além do presidente da República e ministros do STF, a proposta estende a abrangência para ministros de Estado, integrantes de Tribunais Superiores, do Ministério Público, chefes militares, conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), governadores e secretários estaduais, entre outros cargos.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade