publicidade
Política

Senado aprova projeto que endurece punições para crimes de estupro

Texto prevê tornozeleira eletrônica e penas maiores, mas especialistas ressaltam que mudanças na execução penal são essenciais

criança ; mulher ; abuso ; estupro ;
Apesar de aumento, progressão de regime ainda beneficiará estupradores | Foto: Andrew Angelov/Shutterstock

O Senado aprovou um projeto que amplia as punições para crimes de estupro cometidos contra crianças e adolescentes e torna obrigatória a coleta de DNA de acusados. O Projeto de Lei n° 2810/2025, que também prevê o uso de tornozeleira eletrônica em saídas temporárias, segue para a sanção do presidente da República.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Apesar do endurecimento das regras, o procurador Marcelo Rocha Monteiro avalia que o impacto da medida será limitado sem mudanças na lei de execução penal. “É preciso que o Brasil se liberte dessa ideia equivocada de que todo criminoso tem que ter direito à progressão de regime”, afirmou Monteiro ao Jornal da Oeste.

Projeto de Lei n° 2810, de 2025: aumenta penas de condenados por estupro| Imagem: Reprodução/Youtube
Projeto de Lei n° 2810, de 2025: aumenta penas de condenados por estupro| Imagem: Reprodução/Youtube

Segundo ele, o sistema atual esvazia o efeito de qualquer aumento de pena. “Hoje, todo criminoso tem progressão de regime, nenhum criminoso cumpre a pena inteira em regime fechado”, disse o procurador. “Enquanto a gente tiver essa lei de execução penal concedendo benefícios injustificáveis a criminosos, como um estuprador, projetos como esse não serão suficientes.”

Pena para estupro de menor pode subir a 18 anos

O texto aprovado aumenta as penas de diversos crimes sexuais contra vulneráveis. O estupro de menor de 14 anos passa a ter punição de dez a 18 anos de prisão. Quando houver morte da vítima, a reclusão poderá chegar a 40 anos. Também sobem as penas para exploração sexual, corrupção de menores e oferta de imagens de estupro.

A proposta prevê ainda a coleta obrigatória de DNA de investigados presos por crimes sexuais, a fim de ampliar o banco genético nacional e facilitar investigações. Outro ponto exige que condenados por feminicídio ou crimes sexuais usem tornozeleira eletrônica ao deixar o presídio, mesmo em saídas temporárias.

Além das punições, o projeto cria campanhas educativas e ações conjuntas entre União, Estados e municípios para prevenir a violência e garantir acolhimento psicológico às vítimas.

Leia também: “Brasil registra recordes de feminicídio e estupro em 2024”

Confira

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.