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Política

Sanderson: 'Governo Lula não tem legitimidade para tratar de segurança pública'

Deputado do Partido Liberal pelo Rio Grande do Sul diz que PL Antifacção da gestão petista propõe 'crime privilegiado para os faccionados'; entenda

Em tela dividida, deputado Ubiratan Sanderson e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Em tela dividida, deputado Ubiratan Sanderson e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: YouTube/Revista Oeste

Em entrevista ao programa Oeste Com Elas, da Revista Oeste, nesta quarta-feira, 5, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva na gestão do tema da segurança pública nacional.

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Na opinião do deputado, “governo de esquerda não tem legitimidade para tratar de segurança pública”. “O governo Lula é a raiz desse problema”, afirmou. “Eles são os responsáveis pela explosão do narcotráfico e das organizações criminosas no Brasil.”

Além disso, o parlamentar afirmou que o PL Antifacção, da gestão petista, tem uma manobra que beneficiaria criminosos. Apesar de aumentar a pena por integrar organização criminosa de três a oito anos para cinco a dez anos, um novo parágrafo permitiria reduzir a pena de um sexto a dois terços se o criminoso for primário, tiver bons antecedentes e não ocupar posição de liderança.

“Lula quer propor uma espécie de um crime privilegiado para os faccionados, como foi feito na Lei Antidrogas de 2006”, disse. “Ali, eles trouxeram uma manobra que despenalizou o consumo de drogas no Brasil, o que ampliou o tráfico de drogas nas últimas duas décadas. Então é algo planejado.”

Sanderson comenta PEC da Segurança Pública de Lula

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Roque de Sá/Agência Senado
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Ainda na entrevista a Oeste, o deputado federal Ubiratan Sanderson abordou o que acredita ser a intenção do governo Lula com a PEC da Segurança Pública. Segundo ele, a operação policial do Rio de Janeiro, da semana passada, não ocorreria, caso a proposta já estivesse em vigor.

“Aqui no Congresso, vamos ter que, de duas uma: ou rejeitar a PEC da Segurança Pública, que é o meu pensamento, porque a raiz da proposta está contaminada; ou reformar toda a proposta, já que prevê a concentração de poder toda em Brasília”, afirmou. “Se assim fosse, a operação no Rio não teria acontecido, já que dependeria de aprovação do Ministério da Justiça.”

Leia mais: “Narcoestado”, artigo de Silvio Navarro publicado na Edição 294 da Revista Oeste

Pelo lado do governo, Lula afirmou que a União quer ajudar Estados a combaterem o crime e defende integração composta no texto da PEC. “O governo do Brasil está atuando para quebrar a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado”, disse o presidente. “Com mais inteligência, integração entre as forças de segurança e foco nos cabeças do crime — quem financia e comanda as facções.”

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