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Política

Relatores das CPIs do INSS e do Crime Organizado comemoram prisão de Vorcaro

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e deputado Alfredo Gaspar (União-AL) destacaram que medida evidencia compromisso das comissões com a lei

O senador Alessandro Vieira (esq.) e o deputado Alfredo Gaspar (dir.), relatores das CPIs do Crime Organizado e do INSS, respectivamente | Fotos: Divulgação/Congresso Nacional
O senador Alessandro Vieira (esq.) e o deputado Alfredo Gaspar (dir.), relatores das CPIs do Crime Organizado e do INSS, respectivamente | Fotos: Divulgação/Congresso Nacional

A prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 4, foi vista como uma vitória pelos relatores das CPIs do Crime Organizado e do INSS. Eles destacaram que a medida evidencia o compromisso das comissões com a responsabilização de todos perante a lei.

O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI do INSS, mencionou que Vorcaro, que usava tornozeleira eletrônica, já deveria estar encarcerado por ameaças e agressões determinadas por ele, inclusive contra jornalistas. Gaspar defendeu o fim de privilégios na Justiça para pessoas influentes.

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“O Brasil não aguenta mais a impunidade que protege poderosos enquanto aposentados e pensionistas pagam a conta”, escreveu o parlamentar no X. “Não podemos ter uma lei flexível para banqueiros e implacável para o cidadão comum. Essa nova prisão reforça que ninguém está acima da lei. O Brasil precisa virar essa página de privilégios. Justiça não pode ter sobrenome nem saldo bancário.”

Deputado Alfredo Gaspar (União-AL) se posiciona no X | Foto: Reprodução/X

A comissão do INSS já investigava o Banco Master e havia aprovado a quebra de sigilo de Vorcaro. Na quinta-feira 26, mesmo diante de questionamentos do governo, a CPI também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master. A medida abrange o período de 2015 a 2025.

Práticas e atuação de Daniel Vorcaro

pf Daniel Bueno Vorcaro, proprietário do Banco Master | Foto: Divulgação/Banco Master
Daniel Bueno Vorcaro, proprietário do Banco Master | Foto: Divulgação/Banco Master

o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, avaliou que as prisões e a exposição de práticas violentas e corrupção que envolvem Vorcaro e aliados caracterizam ações típicas de organizações criminosas.

Segundo Vieira, “as notícias recentes, com prisão de Vorcaro e parceiros flagrados combinando ações violentas e corrupção de agentes públicos, deixam claro o óbvio: é atuação típica de crime organizado de altíssima periculosidade e pode/deve ser objeto de atuação da CPI no Senado”.

Leia também: “Banco Master: a insustentável leveza de Brasília”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 311 da Revista Oeste

O parlamentar também citou a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira 27, que invalidou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações. A empresa tem ligação com o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, os quais têm possível ligação com Vorcaro.

O ministro afirmou que houve desvio de finalidade e abuso de poder, pois considerou as circunstâncias desconexas do objeto da CPI. Para o ministro, “a imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guardam estrito nexo de pertinência com o objeto que legitimou a criação da comissão”.

Apesar da decisão, integrantes da CPI do Crime Organizado sustentam que existe relação entre os fatos investigados. Na manhã desta quarta-feira, 4, o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que vai contestar a decisão do STF.

“A aprovação da medida ocorreu de forma legítima por parte dos senadores da Comissão”, afirmou o petista. “A CPI seguirá firme na missão de investigar, esclarecer os fatos e garantir à sociedade as respostas que ela merece.”

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