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Política

Reforma tributária: deputado petista vai ser relator de texto principal

Apesar disso, construção do projeto foi feita por um grupo de trabalho formado por sete deputados

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) foi escolhido como relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, que regulamenta o IBS e do CBS na reforma tributária. A decisão foi dos sete membros do grupo de trabalho (GT) que discutiram e apresentaram o parecer final da proposta.

Nesta madrugada, um novo relatório foi divulgado pelo parlamentar. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), convocou sessão deliberativa para as 10h da manhã de hoje para iniciar e finalizar a votação da proposta ainda hoje.

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O último parecer mantém fora da cesta básica as carnes. Desse modo, a proteína animal segue sem alíquota zero, apenas com alíquota reduzida de 40% do valor total, previsto em 26,5%.

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Os membros do GT da proposta decidiram deixar o item fora da cesta básica porque a eventual inclusão poderia aumentar a alíquota geral de 26,5% em 0,53%, elevando a taxa para pouco mais de 27%, o que poderia tornar o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) do Brasil o maior do mundo.

Uma sugestão do Ministério da Fazenda é ofertar um cashback sobre produtos em geral, o que reduziria o preço da carne para as pessoas mais carentes. Se isso for aprovado, teria um impacto menor na alíquota-padrão, se comparado com a alíquota zero, reivindicada pela oposição.

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Há expectativa, contudo, de a oposição apresentar um destaque para incluir carnes na alíquota zero, por mais que Lira e a ala de articulações do governo sejam contrários. A avaliação dos líderes partidários é que, caso haja o destaque, será aprovado com a ajuda da Bancada do Agronegócio.

O cashback é uma devolução da taxação para as famílias carentes inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

Conta de luz e remédios na reforma tributária

O novo relatório aumenta de 50% para 100% o cashback do imposto federal (CBS) pago nas contas de água, luz, gás natural e esgoto por famílias mais pobres. O texto inicial, que veio da Fazenda, previa a devolução de 100% da CBS e 20% do IBS (imposto estadual e municipal) para compra de botijão de gás; 50% da CBS e 20% do IBS pago nas contas de luz, de água e esgoto; e 20% da CBS e do IBS sobre os demais produtos.

Outra mudança está no imposto cobrado sobre os medicamentos. Na versão anterior do relatório, havia três níveis do imposto: uma lista de remédios com imposto zero, uma lista de remédios com imposto reduzido, e os demais produtos sujeitos à alíquota geral.

Contudo, na nova versão, há apenas duas categorias. Uma lista de 383 remédios com imposto zero e outra lista com medicamentos com imposto reduzido, 40% da alíquota geral, para os demais medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária ou feitos por farmácias de manipulação.

A mudança, na prática, sujeita todos os medicamentos não isentos ao corte de 60% do IBS e do CBS.

A reforma tributária

A reforma tributária unirá cinco impostos no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que vai ser dual, com a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

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O IBS será o imposto criado pela reforma tributária para Estados e municípios e o CBS para a União, sendo o CBS unificando IPI, PIS e Cofins; e o IBS juntando o ICMS e o ISS.

Além do CBS federal e IBS estadual e municipal, vai ser cobrado um imposto seletivo sobre produtos nocivos à saúde, e um IPI sobre produtos feitos pela Zona Franca de Manaus, fora da região com benefícios fiscais.

A estimativa de 26,5% como alíquota final dos impostos, no entanto, só vai ser conhecida oficialmente nos próximos anos, depois de um período de testes, que devem “calibrar” o valor que manterá a carga tributária.

Se aprovado pela Câmara hoje, o texto seguirá para o Senado, onde terá pouco menos de um mês para ser votado. Se houver mudanças com relação ao que saiu da Câmara, o texto retornará à Casa Baixa, que é a Casa iniciadora. Apenas depois seguirá à sanção presidencial.

O segundo projeto que regulamenta a reforma tributária, que trata do comitê gestor, só deve ser votado pela Câmara a partir de agosto.

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3 comentários
  1. Francisco
    Francisco

    O lixo é um otimo lugar para essa reforma feita às pressas e impingida de cima para baixo

  2. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Mesmo sem conhecer o teor das propostas e de realmente os parlamentares estão discutindo , já vai nascer morta fadada ao fracasso um país que 80% dos tributos judicia lizados, não será com um petralha na relatoria que irá dar certo.

  3. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Um ladrão corruPTista pra cuidar do dinheiro. Deputado corruPTista pilantra, bandido, fdp

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