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Política

Receita Federal apura possível quebra de sigilo de ministros do STF

O pedido partiu do ministro Alexandre de Moraes e prevê cerca de 8 mil checagens em 80 sistemas

STF faz mudança no foro especial e amplia competência em julgamentos de políticos
Fachada do Supremo Tribunal Federal | Foto: Montagem Revista Oeste/Fellipe Sampaio/STF

A Receita Federal iniciou um rastreamento interno para verificar eventual quebra de sigilo fiscal de cerca de 100 pessoas, entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares. O pedido partiu de Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das Fake News. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

A lista inclui pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros da Corte. Para concluir a análise, auditores terão de realizar cerca de 8 mil procedimentos de checagem em aproximadamente 80 sistemas da Receita.

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O órgão informou que não comenta demandas judiciais sob sigilo. “Esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação”, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo. O gabinete de Moraes não se manifestou.

Crise envolvendo Banco Master no STF

São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 19/11/2025 – Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, no bairro do Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O rastreamento ocorre em meio à crise institucional ligada à liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Revelações sobre o caso levantaram suspeitas de vazamento de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.

Integrantes do STF avaliam que a Polícia Federal pode ter investigado ministros sem respaldo legal. Investigadores da PF, por outro lado, consideram que decisões tomadas por Dias Toffoli na relatoria do caso dificultaram apurações.

A PF não participa, neste momento, da verificação conduzida pela Receita.

Relatório da PF e afastamento de Toffoli

A crise se intensificou depois que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, com mensagens entre Vorcaro e Fabiano Zettel sobre pagamentos à empresa Maridt, que tem Toffoli entre os sócios.

Toffoli confirmou integrar o quadro societário da Maridt, ex-dona do resort Tayayá, no Paraná, mas negou ter recebido valores de Vorcaro. O ministro deixou a relatoria do caso na semana passada, depois de reunião reservada com os demais integrantes da Corte.

Ministros também discutem eventual investigação interna sobre condutas da PF e da Receita. A crise ampliou tensões entre Supremo, Polícia Federal e governo federal.

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3 comentários
  1. Robson 1/77
    Robson 1/77

    Esses marginais fazem de tudo para se proteger.!
    Toda operação policial demanda de pessoas boas que são contra o crime ou de criminosos que caguetam outros por terem sido traídos.
    Em fim polícia vive se informação!

  2. Gui
    Gui

    Ahahaha a ideia, em meio ao desespero dos adolescentes, é a de achar algo que possa ser celebrado como “ilegalidade” e assim derrubar tudo como no strike da lava jato. A rigor já estamos vivendo na ilegalidade. Quando se ouve a conversa intramuros das excelências, nos deparamos com o espírito de grupo típico dos adolescentes. São agressivos e violentos.

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