A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeiro turno nesta quarta-feira, 23, o projeto que concede reajuste de 2,6% aos salários dos servidores públicos municipais. O placar ficou em 31 votos a favor e 15 contrários. A votação aconteceu em meio a protestos e tensões dentro e fora do plenário.
Antes de ir à sanção do prefeito Ricardo Nunes, o texto deve passar por uma nova votação, marcada para a próxima terça-feira, 29. O trâmite inclui uma audiência pública convocada pelo vereador Jilmar Tatto (PT), prevista para ocorrer antes da deliberação final.
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Encaminhado pelo Executivo em abril, o projeto prevê um segundo aumento, de 2,55%, a partir de 2026. Somadas, as correções ficam abaixo da inflação acumulada, que alcançou 5,16% segundo o Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo.
Servidores públicos compareceram em massa em frente da Câmara para protestar. Eles exigem um reajuste mínimo de 12,9%, índice que consideram justo diante da perda do poder de compra.
Uma manobra regimental acelerou a tramitação. A base do governo usou o recurso do congresso de comissões para liberar a proposta para o plenário, mesmo sem a análise completa pela Comissão de Constituição e Justiça.
Ofensas, vaias e confronto entre vereadoras na Câmara de São Paulo
O clima se agravou durante os debates. Zoe Martinez (PL), por exemplo, interrompeu o vereador Celso Giannazi (Psol) e foi acusada de ofender os manifestantes, sendo advertida a retirar sua fala.
Como resultado, a deputada federal Luciene Cavalcante (Psol-SP) protocolou uma representação no Ministério Público contra a vereadora.
Outro episódio polêmico envolveu o vereador Lucas Pavanato (PL), que usou o termo “vagabundagem” para se referir à greve dos servidores. A fala gerou vaias da galeria, e o presidente da Casa, Ricardo Teixeira (União Brasil), ameaçou esvaziar a tribuna.
Galera dos sindicatos perderam a linha! 🔥 pic.twitter.com/GByMXI3HqR
— Lucas Pavanato (@lucaspavanato) April 24, 2025
Em contrapartida, a oposição argumenta que o reajuste aprovado vai estar defasado até a sua conclusão. A vereadora Luana Alves (Psol) destacou o aumento de 37% concedido aos próprios vereadores, além dos reajustes para o Tribunal de Contas do Município e servidores da Câmara.
Além disso, parlamentares do Psol denunciaram um suposto tratamento desigual entre categorias. Segundo eles, enquanto professores da rede municipal obtiveram 45% de aumento, o reajuste de 2,6% seria insuficiente para o restante dos servidores.
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A vereadora Keit Lima (Psol) e Amanda Vettorazzo (União Brasil) trocaram acusações durante a sessão. A discussão terminou em bate-boca, e outras parlamentares precisaram intervir para evitar um possível confronto físico.
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