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Política

Ramagem nega irregularidades e critica PF por indiciamento no caso Abin

Deputado afirma que exigiu controle sobre software e vê ‘narrativas’ nas investigações

Ramagem
Ramagem criticou o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro não ter sido ouvido durante o inquérito | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Flickr

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) rebateu o indiciamento no inquérito sobre o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem e ataques ao sistema eleitoral.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar disse que a Polícia Federal (PF) criou “narrativas” e ignorou medidas que ele próprio teria adotado para evitar abusos durante sua gestão na Abin.

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Ramagem destacou que, à frente da agência no governo de Jair Bolsonaro, determinou o controle do software FirstMile. O inquérito afirma que agentes usaram o instrumento para monitorar dissidentes.

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Segundo o deputado, sua gestão exonerou o diretor responsável, abriu investigação na corregedoria e documentou as providências. Ele classificou o trabalho da PF como “criatividade endereçada à imprensa” e mencionou conflitos políticos internos na Abin.

O parlamentar disse que vai analisar o relatório final da PF assim que tiver acesso ao material. Ele prometeu apresentar argumentos técnicos contra o que considera versões criadas pelos investigadores.

Ramagem questiona inquérito e critica ausência de oitiva de Bolsonaro

Além disso, Ramagem criticou o fato de o ex-presidente Jair Bolsonaro não ter sido ouvido durante o inquérito. Ao todo, a Polícia Federal indiciou 36 pessoas no caso. Entre elas estão integrantes da atual cúpula da Abin, como o diretor Luiz Fernando Corrêa, o chefe de gabinete Luiz Carlos Nóbrega e o corregedor José Fernando Chuy.

Todos ocupam cargos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também figura entre os alvos. Os investigadores revelaram que o esquema beneficiou diretamente Bolsonaro.

+ Leia também: “Em 2023, Abin espionou viagem de ministro de Lula ao Paraguai”

O ex-presidente, no entanto, não foi formalmente indiciado no caso. A PF justificou a decisão por ele já ser réu por organização criminosa no processo da suposta trama golpista. A Procuradoria-Geral da República deverá decidir se caberá nova denúncia.

1 comentário
  1. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    A PF em vez de ser um órgão de Estado se converteu em gestapo, ou se preferir, Stasi.

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