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Política

Radicalismo é a única resposta de Lula ao próprio fracasso

Isolado no Congresso e sem realizações concretas, presidente aposta na retórica de confronto

Governo Lula enfrenta queda na popularidade | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Governo Lula enfrenta queda na popularidade | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 21 de junho de 2025)

Do presidente Lula sempre se pode esperar pelo menos uma coisa: todas as vezes em que é forçado a enfrentar um problema, ele fica mais radical. É automático. Algum problema complicou? Lula nunca segue a regra segundo a qual é melhor não fazer nada quando não há uma opção óbvia para se tomar — e só agir quando aparece uma ideia mais coerente do que deve ser feito. O presidente faz o contrário.

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Neste momento, Lula está sem uma saída realista para desembrulhar o X-tudo de problemas criados, para se resumir a história, por ele mesmo e pela nulidade absoluta que foi seu governo até agora. Pense em alguma coisa positiva, uma única que seja, que possa ser atribuída ao governo Lula nestes últimos dois anos e meio. Essa coisa não existe. Todo mundo vê e sabe que não existe.

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O resultado de um governo com os mais baixos índices de qualidade na memória recente é que o presidente se vê numa daquelas lutas amadoras de boxe de quermesse, em que um não sabe lutar e o outro não tem nada de amador; sabe-se bem como acabam essas coisas. O governo está como um morto-vivo no meio do ringue, após levar uma sucessão de surras no Congresso que deixam óbvia a sua pura e simples incapacidade de governar o país.

Lula avanço da direita eleições 2026
Neste momento, Lula está sem uma saída realista para desembrulhar o X-tudo de problemas criados | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O fracasso do governo Lula

Lula nunca chegou a governar, na verdade, desde o seu primeiro dia no cargo de presidente — por inépcia orgânica, as piores intenções e uma arrogância que chega às fronteiras da descompensação mental. Não avançou na solução de nenhum problema; só criou problemas novos. Em todas as escolhas que apareceram, fez a pior. Agora, mesmo que soubesse fazer alguma coisa de útil, está morto no Congresso.

“Lula da Silva assiste ao desmonte de sua autoridade”, resumiu o Estadão em editorial. Como não resiste a cometer um erro, ou uma pá de erros seguidos, sem imediatamente cometer um erro novo na tentativa de ganhar alguma coisa, o presidente reage às suas misérias se metendo na fantasia de guerreiro da esquerda brasileira — e mundial. Em vez de pensar, agride.

Na frente interna, Lula declarou a 25ª “Guerra aos Ricos” dos seus 40 anos de política. Toda a sua esperança se resume aos 55 milhões de infelizes que condenou à mendicância perpétua do Bolsa Família; acha que melhora a vida dos pobres atacando os demais. Quer que os ricos paguem a conta de luz dos pobres — ele, que não paga uma conta de luz desde o século passado. Quer mais imposto.

Na frente externa, está apostando pesado no antissemitismo: decidiu que difamar Israel vai resolver os seus problemas no Brasil e está fechado com a ditadura e com os terroristas que querem varrer os judeus da face da Terra. É a opção pelos párias.

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5 comentários
  1. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Complexado, boçal, analfabeto funcional, racista, mesmo sendo ele um mulato (negro para os padrões americanos) e corrupto confesso. Criou uma casta de analfabetos, come ele, desentendes das esmolas do governo e que têm horror ao trabalho; não há receita para resolver essa tragédia; uma Argentina inteira de brasileiros sem futuro, facilmente cooptáveis pelos cartéis de drogas, que, a propósito, já tomaram conta da máquina pública.

  2. Alexandre Mussi Brandão
    Alexandre Mussi Brandão

    Sendo o que sempre foi: nada. Triste ver que pessoas que se dizem inteligentes acreditem nesse discurso vazio.

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