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Política

Quem é José Hiran Gallo, presidente do CFM intimado por Moraes

Histórico inclui embates sobre restrições sanitárias e imposições à agenda pró-aborto

Gallo comanda a autarquia desde 2022 e iniciou novo mandato em outubro de 2024, com vigência até 2029 | Foto: Divulgação/CFM

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a intimação de José Hiran da Silva Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). Ginecologista e obstetra, Gallo comanda a autarquia desde 2022 e iniciou novo mandato em outubro de 2024, com vigência até 2029.

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Moraes tomou a decisão depois que o CFM abriu sindicância sobre o atendimento médico prestado a Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. O ex-presidente sofreu traumatismo craniano leve depois de uma queda na madrugada da terça-feira 6.

O magistrado considerou a medida “flagrantemente ilegal” e proibiu investigações similares tanto no âmbito nacional quanto no estadual. Além disso, determinou que Gallo preste depoimento à PF em até dez dias.

Gallo confrontou agenda pró-aborto e abusos durante a Covid-19

Gallo atuou por anos no Conselho Regional de Medicina (CRM) de Rondônia, onde ocupou os cargos de vice-presidente e presidente entre as décadas de 1990 e 2020.

Durante a Covid-19, questionou medidas abusivas de restrição impostas à população. Inclusive, em 2023, enviou um ofício à Agência Nacional de Vigilância Sanitária em que afirmou que “o uso de máscaras como sinalização de virtude ou como medida de sensação de pertencimento social jamais podem ser impostas a pessoas que não compartilham de tais ideologias”.

+ Leia também: “Oposição reage à decisão de Moraes contra o CFM: ‘Desvio de finalidade e abuso de poder'”

Na ocasião, também alertou que o aumento “na produção e utilização de máscaras cirúrgicas” provocava impactos ambientais pelo descarte incorreto e riscos à saúde devido ao uso inadequado, que favorece contaminações.

Já na área de bioética, sua gestão impôs limites à agenda pró-aborto. Em 2024, o CFM proibiu o uso de assistolia fetal em gestações com mais de 22 semanas. O método consiste em perfurar o coração do bebê ainda no útero e injetar cloreto de potássio para provocar parada cardíaca. A morte ocorre em até 24 horas, antes da retirada da criança.

No entanto, Moraes suspendeu a norma por meio de decisão liminar. Em audiência no STF, Gallo afirmou que já existem recursos médicos capazes de garantir a sobrevivência de bebês com 22 semanas de gestação. Assim, destacou que não há justificativa para o aborto nesses casos. Ele também classificou a assistolia fetal como uma “crueldade”, em razão do método utilizado.

Médico defendeu ações do governo Bolsonaro

O histórico do médico também inclui manifestações públicas de apoio a Bolsonaro. Em 2018, ele publicou um artigo comemorando a vitória do então candidato, intitulado “A esperança venceu o medo”.

Em declarações posteriores, Gallo voltou a defender o ex-presidente, inclusive durante a Covid-19.

+ Leia também: “Lexum critica decisão que anulou atuação do CFM em caso Bolsonaro”

“Pessoalmente, entendo ser um equívoco atribuir a Bolsonaro a culpa absoluta por essa catástrofe”, afirmou. “Se ele cometeu deslizes na comunicação dessa crise, por outro lado, não se pode ignorar que seu Governo se desdobrou para aumentar a oferta de leitos de internação e de UTI.”

4 comentários
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Agora vai confrontar e dominar a medicina ?, Moraes está sem nenhuma moral para fazer nada ante o caso banco master mas continua atirando para todo lado porque temos um Senado bandido e podre .

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Qualquer hora ,qualquer pessoa pode estar nas mãos de médicos. Lembrem-se disso.

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