O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou nesta quinta-feira, 16, a decisão de antecipar a vacinação contra a covid-19 de mais de 3,5 milhões de adolescentes no Brasil. De acordo com o ministro, a medida é “intempestiva”, visto que ocorre sem a autorização do Plano Nacional de Imunizações (PNI), que previa a aplicação apenas entre os grupos prioritários desta faixa etária — 12 a 17 anos — a partir de 15 de setembro.
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Segundo o ministro, a decisão de restringir a vacinação de adolescentes apenas aos grupos prioritários — deficiência permanente, comorbidades e privados de liberdade — ocorre em razão da falta de evidências científicas consolidadas acerca do benefício da imunização para esse grupo. “O Ministério da Saúde pode rever a posição desde que haja evidência científica sólida”, disse Queiroga. “Por enquanto, por questão de cautela, temos eventos adversos a ser investigados, temos adolescentes que tomaram vacinas não recomendadas.”
A pasta informa que acompanha o caso da morte de um adolescente em São Paulo. Ele morreu depois de tomar o imunizante da Pfizer, mas ainda não é possível concluir se há relação com a vacina ou mesmo se ele tinha outras comorbidades. Segundo o ministro, 1,5 mil adolescentes apresentaram eventos adversos. “Não é um número grande, mas temos de ficar atentos”, salientou.
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