O Partido dos Trabalhadores (PT) lidera a lista de legendas que mais receberam emendas parlamentares neste ano pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados foram divulgados pelo Portal do Orçamento Federal nesta semana.
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Na divisão de recursos por partido, os deputados do PT receberam cerca de R$ 617,8 milhões em emendas, seguido pelo MDB, com R$ 450,1 milhões. O União Brasil fica em terceiro, com R$ 446 milhões.
O PT é o segundo maior partido em tamanho da bancada na Câmara dos Deputados, com 68 parlamentares. O maior partido da Casa é o Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 95 deputados. A sigla recebeu o menor valor dentre os sete maiores partidos da Câmara. Foram R$ 367,5 milhões em emendas recebidas por deputados da legenda.
Valores de emendas liberadas a deputados por partido, com o PT no topo:
- PT: R$ 617.822.860
- MDB: R$ 450.131.286
- União Brasil: R$ 445.987.978
- PSD: R$ 407.534.445
- PP: R$ 395.880.102
- Republicanos: R$ 386.716.147
- PL: R$ 367.516.103
De acordo com o portal g1, os parlamentares da oposição estão insatisfeitos com a liberação de valores maiores para os aliados do governo. Por isso, deputados do PL querem derrubar o veto parcial de Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias, no artigo que previa a criação de um calendário para o pagamento de emendas.
Os deputados previam votar o veto nesta quarta-feira, 24, mas a votação foi adiada. Para tentar evitar a derrubada do veto, o governo acelerou a liberação de emenda. Na segunda-feira 22, foram enviados R$ 2,7 bilhões para o Congresso.
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Ao todo, o governo já autorizou R$ 5,5 bilhões em emendas para deputados e senadores neste ano. O valor influi em emendas impositivas, de comissão e de bancadas.
Embora o governo seja obrigado a pagar as emendas individuais, fica a critério do Poder Executivo quando deve realizar os pagamentos. O ritmo de liberação dos valores tem sido considerado lento por parlamentares.
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Os deputados querem que os pagamentos sejam adiantados e liberados ainda neste semestre, por causa das eleições em outubro. O governo não pode autorizar os valores durante as campanhas eleitorais.
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