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Política

PT depende de Lula, STF e verbas públicas para sobreviver, diz J.R. Guzzo

Em artigo, jornalista afirma que partido perdeu apoio popular e se mantém no poder por meio da máquina estatal e da judicialização da política

Um bandeira despedaçada: '“Não existe um único interesse objetivo da população que o PT defenda hoje em dia', diz Guzzo | Foto: Reprodução/Redes sociais
Um bandeira despedaçada: '“Não existe um único interesse objetivo da população que o PT defenda hoje em dia', diz Guzzo | Foto: Reprodução/Redes sociais

Em seu mais recente artigo para a Revista Oeste, intitulado “A esquerda está nua” (Edição 272), o jornalista J.R. Guzzo afirma que o Partido dos Trabalhadores vive um esvaziamento político. “O PT está moribundo.” Para ele, a legenda só sobrevive com a ajuda de dois “aparelhos”: o ex-presidente Lula e o Supremo Tribunal Federal. Sem votos, ideias nem novos líderes, a legenda teria se afastado dos trabalhadores e se aproximado de setores que “não têm nada a ver com o mundo do trabalho”.

Guzzo sustenta que o PT abandonou causas populares para adotar uma agenda ideológica que inclui apoio a ditaduras, defesa de criminosos e campanhas contra o agronegócio. “Não existe um único interesse objetivo da população que o PT defenda hoje em dia”, afirma. Conforme o texto, o partido mantém influência graças ao controle da máquina estatal. Guzzo cita o comando de órgãos como Correios e INSS, além do acesso a fundos públicos, como o Fundo Eleitoral e a Lei Rouanet. Para ele, o PT tornou-se “um dependente de seus vícios”.

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PT: próximo do crime organizado e de interessados no STF

O jornalista também critica a proximidade entre o partido e o crime organizado, assim como o apoio de empresários que teriam interesses no Supremo Tribunal Federal. “Tem as melhores relações com os piores exploradores do atraso político”, afirma.

Na leitura de Guzzo, o PT se afastou da população ao priorizar temas que não fazem parte do dia a dia do eleitor comum. Ele menciona iniciativas como o bloqueio de contas de opositores e a defesa de cotas identitárias e causas ambientais radicais. Para o jornalista, “o partido está em processo de divórcio litigioso com os cidadãos deste país”.

Além disso, critica o líder da bancada do PT na Câmara, condenado criminalmente e, segundo Guzzo, símbolo da falta de conexão com as demandas reais da sociedade. “Será que não havia nenhum outro melhorzinho?”, questiona. O artigo também revela que o projeto petista coloca o Estado acima do cidadão. Guzzo afirma que o PT tem apenas uma proposta econômica: “aumentar impostos”. Para ele, o partido recusa qualquer ideia de redução de gastos públicos, mesmo diante de escândalos de desperdício e corrupção.

Leia um trecho

“O Brasil do PT é o Brasil em que os não eleitos, em todos os níveis, tomam cada vez mais as decisões que afetam o interesse comum e o dia a dia do cidadão que paga imposto. É o Brasil em que o procurador do Ministério Público, sem controle de ninguém, decide que o Estado de Roraima não pode dispor de energia elétrica gerada em território brasileiro, porque não quer que as linhas de transmissão atravessem ‘áreas indígenas’ — ou que proíbe a construção de uma ferrovia essencial para a economia nacional em Mato Grosso. É o Brasil em que o STF não permite o ensino da gramática nas escolas públicas municipais, e em que os funcionários nomeados do Ministério da Educação escolhem aquilo que o seu filho tem de aprender na escola. É o Brasil da ditadura branca do fiscal do Ibama, do fiscal do Incra, do fiscal da Receita, do fiscal disso e daquilo que autoriza, proíbe e manda. É o Brasil em que a ‘Justiça Eleitoral’ vale mais do que o voto. O eleitor elege, o TSE cassa”.

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Revista Oeste

A Edição 272 da Revista Oeste vai além do texto de J.R. Guzzo. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Adalberto Piotto, Ana Paula Henkel, Artur Piva, Carlo Cauti, Cristyan Costa, Daniela Giorno, Deborah Sena, Flavio Gordon, Guilherme Fiuza, Letícia Alves, Rodrigo Constantino e Silvio Navarro.

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