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Política

PSB diz que regime de Nicolás Maduro viola 'direitos humanos e democráticos'

Carlos Siqueira, presidente do partido, criticou as eleições na Venezuela

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Reprodução

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, criticou a condução das eleições na Venezuela e denunciou o que chamou de “violações dos direitos humanos e democráticos cometidas pelo regime chavista” de Nicolás Maduro.

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A declaração foi dada depois dos protestos no país desde segunda-feira 29, em que derrubaram mais uma estátua de Hugo Chávez. Durante os confrontos com a polícia venezuelana, pelo menos seis mortes foram registradas. População pede “liberdade” depois do anúncio de reeleição do ditador Nicolás Maduro.

Em entrevista à CNN, Siqueira classificou o processo eleitoral venezuelano como uma ditadura de Nicolás Maduro. “É mesmo uma ditadura e o retrato mais cruel está estampado nos semáforos de várias cidades latino-americanas e brasileiras, ou seja, centenas de venezuelanos pedindo esmolas nos sinais de trânsito”, disse.

+ Países latino-americanos reagem à expulsão de diplomatas determinada por Maduro

Siqueira destacou que o ditador da Venezuela “persegue adversários políticos” e que “seria impossível imaginar um regime autoritário realizar eleições livres, transparentes e democráticas”.

Reação do PT contrasta com a do PSB sobre ditadura de Nicolás Maduro

As críticas do PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, contrastam com a nota publicada nesta segunda-feira, 29, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a vitória de Nicolás Maduro.

O PT reconheceu a vitória do ditador da Venezuela e saudou o povo do país pelo processo eleitoral, considerado uma “jornada importante, democrática e sóbria”.

“Temos a certeza de que o Conselho Nacional Eleitoral, que apontou a vitória do presidente Nicolas Maduro, dará tratamento respeitoso para todos os recursos que receba, nos prazos e nos termos previstos na Constituição da República Bolivariana da Venezuela”, escreveu a sigla, por meio de comunicado.

O partido também disse que “seguirá vigilante para contribuir, na medida de suas forças, para que os problemas da América Latina e Caribe sejam tratados pelos povos da nossa região, sem nenhum tipo de violência e ingerência externa”.

Desde as eleições de domingo, 28, vários países manifestaram incerteza sobre o resultado que mostra Nicolás Maduro reeleito. A oposição venezuelana alega que houve fraude nas eleições.

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