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Política

Presidente do Banco Central participa da CPI do Crime Organizado

O convite da comissão parlamentar a Gabriel Galípolo se baseia em investigações recentes que envolvem o Banco Master; entenda

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Pedro França/Agência Senado

Debates sobre transparência no sistema financeiro ganham foco nesta quarta-feira, 8, quando Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, comparece à CPI do Crime Organizado no Congresso.

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O convite ao dirigente se baseia em investigações recentes que envolvem o Banco Master. Tem motivação, ainda, em sua participação em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o requerimento que motivou a audiência, a intenção principal é “assegurar transparência institucional”. Além disso, a CPI busca “afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro, temas diretamente relacionados ao objeto da CPI”.

Investigações sobre influência externa

A investigação ganhou força depois de um encontro realizado em dezembro de 2024 entre Lula, Galípolo e Vorcaro, fora da agenda oficial. O evento impulsionou questionamentos sobre possíveis influências externas nas ações do Banco Central, especialmente durante a CPI, que prossegue com prazo final até terça-feira, 14.

Leia mais: “É que ninguém mais aguenta Lula”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 316 da Revista Oeste

A comissão também previa ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado de Jair Bolsonaro. Contudo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), dispensou a obrigatoriedade do depoimento. Embora o colegiado pressionasse pela extensão dos trabalhos, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou a prorrogação.

A CPI e debates sobre autonomia do Banco Central

Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília, em alusão à nota sobre o déficit do setor público
Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), declarou nesta terça-feira, 7, que a decisão de Alcolumbre se baseou no calendário eleitoral e no entendimento de ministros do STF, de modo a encerrar as atividades da comissão na próxima terça-feira, 14, como previsto.

Leia também: “O gasto descontrolado do governo”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 316 da Revista Oeste

Em paralelo à audiência, Gabriel Galípolo se reúne nesta quarta-feira, 8, com senadores para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da autonomia financeira do Banco Central. O encontro inclui o senador Plinio Valério (PSDB-AM), relator da matéria, e o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, com o objetivo de ajustar pontos para viabilizar a votação.

1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    É já prender Moraes e Toffoli junto com Vorcaro para melhor transparência.

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