Debates sobre transparência no sistema financeiro ganham foco nesta quarta-feira, 8, quando Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, comparece à CPI do Crime Organizado no Congresso.
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O convite ao dirigente se baseia em investigações recentes que envolvem o Banco Master. Tem motivação, ainda, em sua participação em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o requerimento que motivou a audiência, a intenção principal é “assegurar transparência institucional”. Além disso, a CPI busca “afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro, temas diretamente relacionados ao objeto da CPI”.
Investigações sobre influência externa
A investigação ganhou força depois de um encontro realizado em dezembro de 2024 entre Lula, Galípolo e Vorcaro, fora da agenda oficial. O evento impulsionou questionamentos sobre possíveis influências externas nas ações do Banco Central, especialmente durante a CPI, que prossegue com prazo final até terça-feira, 14.
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A comissão também previa ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado de Jair Bolsonaro. Contudo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), dispensou a obrigatoriedade do depoimento. Embora o colegiado pressionasse pela extensão dos trabalhos, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou a prorrogação.
A CPI e debates sobre autonomia do Banco Central

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), declarou nesta terça-feira, 7, que a decisão de Alcolumbre se baseou no calendário eleitoral e no entendimento de ministros do STF, de modo a encerrar as atividades da comissão na próxima terça-feira, 14, como previsto.
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Em paralelo à audiência, Gabriel Galípolo se reúne nesta quarta-feira, 8, com senadores para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da autonomia financeira do Banco Central. O encontro inclui o senador Plinio Valério (PSDB-AM), relator da matéria, e o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, com o objetivo de ajustar pontos para viabilizar a votação.
É já prender Moraes e Toffoli junto com Vorcaro para melhor transparência.