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Política

Presidente da CPMI do INSS critica decisão de Dino

Ministro do STF concedeu habeas corpus em favor de filho do empresário Maurício Camisotti; o depoente deverá comparecer à comissão nesta segunda-feira, 9

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG)
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) criticou a concessão de um novo habeas corpus para depoente pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa vez, o benefício foi para Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti — um dos principais nomes que surgem no escândalo de corrupção.

“O ministro Flávio Dino assegurou ao senhor Paulo Camisotti o direito de permanecer em silêncio diante da CPMI do INSS”, afirmou Viana, em postagem na rede social X neste domingo, 8. “Faço um registro claro e responsável: o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas.”

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Além do habeas corpus, a defesa de Paulo solicitou que o seu não comparecimento no depoimento previsto para esta segunda-feira, 9, no colegiado. Para Viana, a presença física do investigado é um ato formal da comissão e não será relativizada. 

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“Mesmo diante de pedidos da defesa pelo não comparecimento, mantenho a decisão de que o convocado deverá comparecer nesta segunda-feira”, destacou o senador. “O Congresso Nacional não abre mão de suas prerrogativas constitucionais nem aceitará manobras protelatórias.”

Deputado estadual tenta escapar da CPMI do INSS

edson araujo
O deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA) | Divulgação/Alema

Também na segunda-feira, está convocado Edson Queiroz, deputado estadual do Maranhão. Segundo o presidente da comissão, a defesa do parlamentar chegou a pedir uma avaliação médica — uma tentativa de postergar a oitiva. 

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“No caso do senhor Edson Araújo, registro que não houve comparecimento à perícia médica previamente agendada junto à Junta Médica do Senado”, explicou Viana. “Aguardo o parecer oficial para a adoção das medidas cabíveis.”

Ao tratar do episódio, Viana disse que a CPMI do INSS não aceitará justificativas informais ou descumprimento de decisões colegiadas.

“Se houver recusa injustificada, adotarei todas as medidas legais, inclusive a condução coercitiva, como prevê a legislação”, afirmou o senador. “Seguirei conduzindo a CPMI do INSS com firmeza, responsabilidade e respeito à Constituição, fazendo valer o direito dos aposentados, órfãos e viúvas.”

5 comentários
  1. JOÃO RICARDO ASTOLPHI
    JOÃO RICARDO ASTOLPHI

    O modus operandi do rocambole do inferno apenas segue o padrão dos demais da ORCRIM que ele faz parte! Surpresa zero!

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    O STF concede esse HCs, por medo de serem arrolados com o aparecimento dos seus nomes.

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