publicidade
Política

Prefeitos evitam aliança com PT nas eleições municipais

João Campos, de Recife, e Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, buscam alternativas que não polarizem o eleitorado

João campos
O prefeito de Recife, João Campos (à esq), e o presidente Lula (à dir), durante um evento | Foto: Ricardo Stuckert

Apesar da tentativa do Partido dos Trabalhadores (PT) de emplacar candidaturas em todas as capitais, os prefeitos rejeitam se associar à sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Recife, por exemplo, o prefeito João Campos (PSB) enfrenta um conflito com os petistas e pretende oferecer a vaga de vice ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) ou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias da Política em Oeste

João Campos não confia nos petistas e considera como principal candidato a vice-prefeito Victor Marques Alves (PCdoB), ex-chefe de gabinete de um antigo aliado do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do site Diário do Poder.

O grupo de João Campos avalia que a inclusão de um petista na chapa não atrairia votos adicionais, uma vez que eleitores de esquerda já tendem a apoiar o prefeito socialista.

Para João Campos, a escolha do vice é crucial para manter a confiança do eleitorado. A opção por Victor Marques Alves (PCdoB) reflete a tentativa de fortalecer a aliança com partidos que já possuem uma relação histórica com o PSB. Além disso, afasta a polarização que uma aliança com o PT poderia causar.

Os desafios no Rio de Janeiro para o PT

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) também vê problemas em formar uma aliança com o PT. Paes acredita que tal parceria não seria bem-sucedida, especialmente em uma cidade que é um reduto eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eduardo Paes considera que a associação com o PT poderia alienar parte de seu eleitorado, principalmente aqueles que apoiam pautas mais conservadoras.

Os prefeitos veem a rejeição da aliança como uma estratégia para manter a governabilidade e evitar uma fragmentação do apoio político na cidade.

Incerteza em São Paulo

Em São Paulo, a situação é inversa: é o PT que hesita em se aliar a Guilherme Boulos (Psol). Há até um apoio discreto ao atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB).

A hesitação do PT em São Paulo reflete as complexidades das alianças políticas na maior cidade do país. O apoio discreto a Ricardo Nunes indica uma tentativa de manter opções abertas. Além disso, pode garantir um palanque forte nas eleições municipais, mesmo que isso implique alianças inusitadas.

Leia também:

4 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Em São Paulo o PT vai ter que ficar mesmo com o boulos. Acho que não conseguiram encontrar ninguém pior que ele, nem mesmo dentro do PT.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.