A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira, 14, uma operação para cumprir a ordem de busca e apreensão do passaporte do senador Marcos do Val (Podemos-ES). No entanto, a corporação não encontrou o passaporte dele. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Apesar da diligência, a PF não encontrou o passaporte do senador. Além disso, Moraes autorizou o bloqueio de R$ 50 milhões em bens do senador e a suspensão dos seus perfis nas redes sociais. Contudo, a plataforma Twitter/X não desativou a conta do parlamentar.
Por que Marcos do Val é investigado
Marcos do Val é investigado por possível obstrução de Justiça, depois de divulgar fotos do delegado Fábio Schor, que conduz investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Senador reage à operação da Polícia Federal
No Twitter/X, Marcos do Val afirmou que a decisão é inconstitucional e que possui apenas R$ 1 mil na conta bancária bloqueada.
Ele acrescentou que a ordem judicial também bloqueou a conta onde recebe verbas indenizatórias por sua atuação no Senado.
“Essa decisão, além de inconstitucional, caracteriza-se como um verdadeiro abuso de autoridade, pois não houve qualquer comunicação prévia ao Senado Federal ou ao seu presidente, Rodrigo Pacheco”, escreveu o congressista. “Não posso sequer comprar uma passagem para exercer o meu papel constitucional de representante do povo do Espírito Santo.”
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