publicidade
Política

Polícia Federal flagra suplente de Alcolumbre com R$ 350 mil em dinheiro

Acusado de fraudes em licitações no Dnit, empresário é monitorado por agentes ao deixar agência bancária em Macapá

Senador Davi Alcolumbre nega relação com o investigado pela PF | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Senador Davi Alcolumbre nega relação com o investigado pela PF | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Polícia Federal (PF) flagrou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em espécie e entrando em um carro registrado em nome de uma empresa pertencente a primos do senador. 

O episódio consta em relatório de monitoramento da investigação que apura fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, segundo o jornal O Globo.

Receba nossas atualizações

Polícia Federal: alerta do Coaf

Agentes passaram a seguir os passos de Chaves Pinto depois de receberem um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre saques em espécie considerados elevados. A PF identificou que as retiradas de dinheiro ocorriam pouco tempo depois do recebimento de recursos provenientes de contratos públicos, o que, segundo os investigadores, pode indicar práticas de lavagem de dinheiro.

Momento em que suspeito deixa agência em Macapá | Foto: Reprodução/X
Momento em que suspeito deixa agência em Macapá | Foto: Reprodução/X

A PF apura a suspeita de que o suplente de Alcolumbre seja um dos líderes de uma organização criminosa investigada por conluio e simulação de competitividade em licitações do Dnit no Amapá.

Leia também: “A turma”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 312 da Revista Oeste

De acordo com o inquérito, o empresário atuaria como líder de um dos núcleos do esquema, exercendo forte influência institucional sobre o Dnit no Estado. Segundo a corporação, ele teria se valido da condição de suplente de senador para, em tese, praticar tráfico de influência.

“As investigações financeiras demonstraram vultosos e sucessivos saques em espécie, que ultrapassam R$ 3 milhões, das contas de suas empresas, em datas próximas a pagamentos de contratos públicos, configurando indícios de lavagem de capitais”, afirma a PF no relatório.

Alcolumbre diz desconhecer atuação de suplente

Procurado, o empresário disse à imprensa que os saques se referem a pagamentos a funcionários e prestadores de serviço de suas empresas. O senador Davi Alcolumbre afirmou que não possui nenhuma relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente.

Ao longo das apurações, os investigadores identificaram saques sucessivos em espécie nas contas de Chaves Pinto que ultrapassam R$ 3 milhões. As retiradas ocorreram em diferentes agências bancárias do Amapá.

+ Leia mais notícias de Política na Oeste

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Mário Abranches da Silva
    Mário Abranches da Silva

    A única coisa que o Amapá produz é corrupção, começando por seus políticos.

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Nenhuma novidade são todos da mesma quadrilha

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.