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Política

Polícia Federal afirma que não editou conversas íntimas de Vorcaro

Diálogos do ex-banqueiro com a ex-namorada vieram à tona nesta semana

Sede da Polícia Federal (PF) em Brasília
Sede da Polícia Federal em Brasília | Foto: Divulgação/ Governo Federal

A Polícia Federal informou, nesta sexta-feira, 6, que não editou as conversas íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com a influenciadora Martha Graeff, ex-namorada do empresário.

“Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados”, ressaltou corporação.

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Desde a prisão de Vorcaro, na última quarta-feira, 4, vazaram conversas extraídas do celular do ex-banqueiro. Há diálogos com autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e com a ex-namorada.

Na nota divulgada, a PF informa que “atua em todas as suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação”. Também frisa que a medida visa a garantir “os direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade”.

Leia também: “Mendonça designa juiz para atuar no caso do Master no STF”

A PF alega que está com o material sobre Vorcaro desde novembro do ano passado. A corporação compartilhou o material com Procuradoria-Geral da República (PGR) em janeiro deste ano.

“Posteriormente, por decisão do então ministro relator do processo [Dias Toffoli], a defesa dos investigados passou a ter acesso à integralidade dessas informações”, diz a nota. “Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo”.

Toffoli diz que não teve acesso a conversas de Vorcaro

Mais cedo, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirmou que não teve acesso às mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Segundo o ministro, no dia em que ordenou o envio do conteúdo ao Supremo, ele deixou a relatoria do caso Master

“O material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao STF, devendo-se salientar que a última decisão por mim proferida nestes autos, em 12 de janeiro de 2026, foi justamente para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material ao Supremo”, disse o ministro.

Leia também: “Fora de relatoria do Master, Toffoli nega ter acesso a dados do celular de Vorcaro”

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