publicidade
Política

Plenário do Senado aprova acordo Mercosul-UE

Projeto foi aceito por unanimidade, em sessão de votação simbólica

ue-mercosul-governo-Gustavo Magalhães Ministério das Relações Exteriores
Para o Mercosul, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o principal ganho está nas exportações facilitadas de produtos agropecuários | Foto: Gustavo Magalhães/Ministério das Relações Exteriores

O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, 4, o acordo do Mercosul–União Europeia (UE), que cria uma ampla zona de livre comércio entre os dois blocos econômicos, por meio da redução gradual de tarifas e barreiras comerciais. O acordo será promulgado automaticamente, sem a necessidade de sanção presidencial.

O acordo envolve Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, além dos 27 países da União Europeia.

Receba nossas atualizações

Saiba mais:

A votação do texto ocorreu depois de o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), colocar o acordo em regime de urgência. Dessa forma, ele levou a proposta direto para o plenário, sem precisar passar pela comissão.

Apesar da votação do texto estar marcada na Comissão de Relações Exteriores, o pedido de urgência levou ao cancelamento da sessão. A relatora no Senado da proposta foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

A Câmara dos Deputados, em 25 de fevereiro, já tinha aprovado o texto em votação simbólica. Depois voltou ao Senado.

Acordo Mercosul-UE

As negociações entre Europa e América do Sul remontam mais de duas décadas. No entanto, os blocos concluíram as conversas técnicas em 2019, 20 anos depois do início, devido a entraves burocráticos, divergências concretas sobre agropecuária, indústria, padrões regulatórios e questões ambientais e climáticas.

Ao longo dos últimos anos, as partes revisaram, um dos pontos mais sensíveis do texto, capítulo ambiental, para incluir compromissos ligados ao Acordo de Paris e ao combate ao desmatamento.

Os dois blocos somados representam um mercado de cerca de 718 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões, o que configura uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Para a UE, o acordo permite ampliar a exportações de produtos industriais, como automóveis, autopeças, máquinas, equipamentos, medicamentos e bebidas.

Para o Mercosul, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o principal ganho está nas exportações facilitadas de produtos agropecuários, como carne, soja, açúcar, etanol e suco de laranja.

No Brasil, o agro será o setor mais beneficiado imediatamente. Já a indústria terá ganhos mais graduais com acesso a insumos mais baratos e tecnologia europeia.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.