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Política

PL diz que manter Bolsonaro preso na PF é 'incabível'

Partido ressalta condição de saúde do ex-presidente

PF Jair Bolsonaro defesa redes socais
O barulho, segundo ele, parte do sistema de ar-condicionado do prédio, que permanece ligado entre 7h e 19h | Foto: Augusto/STF

Em nota oficial, o Partido Liberal (PL) repudiou a rejeição ao pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitado depois da internação médica ocorrida em dezembro. No documento, publicado nesta terça-feira, 6, a legenda afirma que “é incabível” manter o ex-presidente preso na Polícia Federal (PF) e pede a reconsideração da decisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O partido ressalta a idade de Bolsonaro, que completou 70 anos, e a operação recente no nervo frênico. A nota ainda sustenta que Bolsonaro apresenta saúde debilitada “em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que, até hoje, encontra-se em investigação”.

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O PL declara ainda que Bolsonaro, como ex-presidente, “teve todas as oportunidades para sair do país e não o fez”. A sigla afirma que a manutenção da custódia ocorre “sob a inaceitável justificativa de ameaça à ordem pública”.

Ao final, o partido diz representar “milhões de cidadãos conservadores deste país” que estão ao lado de Bolsonaro e sua família, ao acrescentar: “Confiamos em Deus, na Justiça e pedimos a reconsideração da Suprema Corte Brasileira”.

Bolsonaro sofre queda na cela

Na madrugada desta terça-feira, 6, Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela onde está custodiado na Superintendência da PF, em Brasília. A informação foi divulgada por sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo o relato, o ex-presidente bateu a cabeça em um móvel do local durante uma crise, e o atendimento médico não teria sido imediato.

Michelle afirmou que, ao chegar para a visita por volta das 9h, encontrou a situação sem esclarecimentos e aguardava explicações sobre os primeiros procedimentos. Em outra mensagem, relatou a presença de um médico no local enquanto esperava contato com a autoridade responsável. “Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”, disse.

Em nota, a PF informou que Bolsonaro recebeu atendimento médico e que o profissional “constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar”. Bolsonaro está detido na Superintendência da corporação em Brasília desde o fim de novembro.

O ex-presidente passou por internação em dezembro para tratar de duas hérnias inguinais, além de uma crise recorrente de soluços. Depois da alta, no dia 1º de janeiro, a defesa solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para recuperação em casa. O pedido, no entanto, foi negado pelo magistrado.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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