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Política

PGR recua depois de pedir condenação de réu do 8 de janeiro

Antes, o órgão havia alegado que o DNA encontrado em uma garrafa d'água seria prova de que Glederson Henrique Ribeiro teria participado de vandalismo

Manifestantes na rampa do Congresso Nacional, durante o 8 de janeiro de 2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Manifestantes na rampa do Congresso Nacional, durante o 8 de janeiro de 2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O DNA encontrado em uma garrafa de água no Palácio do Planalto se tornou elemento central no processo contra Glederson Henrique Ribeiro, investigado por envolvimento nos atos de 8 de janeiro.

Ele responde a sete crimes, como associação criminosa e incitação ao crime, segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Documentos dizem que Ribeiro atuava no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, ponto de partida para os protestos.

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Em setembro de 2023, a acusação foi ampliada para incluir associação criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado — acréscimos aceitos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A mudança da PGR em relação a um dos acusados pelo 8 de janeiro

Paulo Gonet, procurador-geral da República (PGR) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Paulo Gonet, procurador-geral da República (PGR) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal identificou o DNA de Ribeiro a partir da saliva na garrafa, o que motivou o endurecimento da denúncia. Para a PGR, o material revelava que ele participou das depredações no Planalto.

No entanto, em nova manifestação nas alegações finais, a própria PGR pediu a absolvição de Ribeiro das cinco acusações mais graves. Segundo o órgão, o DNA não comprova a presença dele nos atos de vandalismo nem indica adesão consciente ao movimento golpista.

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A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa, também solicitou a absolvição total, alegando que a denúncia foi precipitada e baseada em provas frágeis.

Para a DPU, o DNA apenas revelaria que Ribeiro esteve no local, o que não sustenta as acusações mais graves. “O retorno à imputação original reforça a ausência de elementos que justifiquem uma condenação”, escreveu o órgão.

Estrutura do acampamento e perfil dos manifestantes

O acampamento montado diante do QG do Exército reunia empresários, autônomos, aposentados e militares da reserva, em sua maioria de alta renda. Parte dos manifestantes dormia no local, enquanto outros apenas participavam das manifestações antes de retornar para suas casas ou hospedagens.

A estrutura incluía tendas de alimentação financiadas por doações via Pix e barracas de oração, garantindo apoio logístico contínuo durante o período de mobilização.

Leia também: “A farsa escancarada do 8 de janeiro”, artigo de Cristyan Costa na Edição 282 da Revista Oeste

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