publicidade
Política

PGR pede arquivamento de ação sobre sanções dos EUA contra Moraes no STF

Órgão aponta perda de objeto diante da retirada do ministro da Lei Magnitsky pelo governo de Donald Trump

Casa Branca EUA Lei Magnitsky
O governo dos EUA retirou Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro | Foto: René DeAnda/Unplash

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, nesta quarta-feira, 18, o arquivamento de uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que buscava impedir instituições financeiras que operam no Brasil de reproduzirem sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes.

A iniciativa havia sido apresentada em julho pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), depois que o governo de Donald Trump aplicou a Lei Magnitsky contra o magistrado. A medida previa o bloqueio de contas, bens e cartões de Moraes em território norte-americano.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Na prática, as sanções afastaram o ministro do sistema financeiro vinculado ao país, como a impossibilidade de utilizar cartões de bandeiras como Visa e Mastercard.

Sanções com base na Lei Magnitsky atingiram o ministro Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Sanções com base na Lei Magnitsky atingiram o ministro Alexandre de Moraes, do STF | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Moraes foi alvo das sanções em 30 de julho, em meio a pressões de autoridades dos EUA relacionadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma organização criminosa em uma suposta tentativa de golpe de Estado.

EUA retirou Moraes da Magnitsky em menos de 5 meses

Na ação, Lindbergh pediu ao STF que proibisse “qualquer instituição financeira que opere no Brasil de executar, replicar, aderir ou aplicar, direta ou indiretamente, os efeitos das sanções” impostas a Moraes.

Em ofício, o petista argumentou que nenhuma autoridade brasileira pode sofrer consequências jurídicas no país em razão de decisão estrangeira sem homologação ou respaldo no ordenamento nacional.

Gonet
Paulo Gonet foi reconduzido ao cargo de PGR até 2027 | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O processo foi admitido pela Corte em agosto. Contudo, em 12 de dezembro, Washington retirou o nome de Moraes da lista de sanções, o que restabeleceu o acesso do ministro ao sistema financeiro.

Diante desse cenário, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que a ação perdeu seu objeto. “Diante da notoriedade da suspensão das sanções”, afirmou, “a PET perdeu o seu objeto, tornando prescindível o exame de obstáculos outros.”

A manifestação foi encaminhada ao relator do caso, ministro Cristiano Zanin, que deverá decidir se acolhe o parecer da PGR e determina o arquivamento do processo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia também: “Uma derrota sem lições“, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 301 da Revista Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.