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Política

PGR critica decisão de Gilmar sobre delações

Manifestação foi feita em processo envolvendo Ricardo Coutinho (PT), ex-governador da Paraíba

O ministro do STF Gilmar Mendes: alvo de críticas por medida corporativista | Foto: Antonio Augusto/STF
O ministro Gilmar Mendes, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal. Ele é o atual decano da Corte | Foto: Antonio Augusto/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) criticou um entendimento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação aos acordos de delação premiada. O órgão também citou que a interpretação pode gerar impacto no processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação foi feita nesta segunda-feira, 2. A crítica da PGR contra o decano do STF consta em um processo que trancou uma ação penal aberta contra o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT). A subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques assina o documento.

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“A decisão tomada pelo eminente relator é de extrema gravidade e, caso venha a prevalecer, trará severas consequências a julgamentos dessa Suprema Corte” diz trecho da manifestação da PGR. “Especialmente aos recentes julgamentos proferidos nos processos envolvendo os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro.”

Em janeiro deste ano, Gilmar decidiu trancar a ação penal que tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o ex-governador paraibano. O ministro considerou que elementos de uma delação fundamentaram o processo, situação que caracteriza a “colaboração cruzada”.

A delação cruzada ocorre quando as informações de um colaborador confirmam, complementam ou validam os depoimentos de outro. A situação pode estar no mesmo processo ou em casos distintos.

Ao citar Gilmar, PGR cita Mauro Cid e Bolsonaro

Para a subprocuradora, os processos que condenaram o Bolsonaro e outros envolvidos na suposta trama golpista “tiveram vários condenados em razão de provas obtidas a partir da delação feita pelo tenente-coronel Mauro Cid”. 

A manifestação da PGR também cita o processo relacionado aos assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. No caso, o STF condenou os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão em razão de serem os mandantes dos homicídios.

“Todos os elementos de prova que fundamentaram a condenação dos irmãos Brazão surgiram ‘vinculados, contextualizados e interpretados a partir da narrativa fornecida pelos colaboradores'”, frisa Cláudia.

Leia também: Bolsonaro inclui Flávio entre advogados que o defendem no STF

2 comentários
  1. Messias Rodrigues Pereira
    Messias Rodrigues Pereira

    Fazem tanta asneiras que depois eles msm se enrola no emaranhado de mentiras. Este povo tem de ser extinto da face da terra.

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