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Política

PF suspende oitivas de executivos ligados ao Banco Master

Defesas alegam falta de acesso às provas; ex-diretor Luiz Bull permanece convocado

pf - São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Na segunda-feira 26, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o depoimento de oito alvos da apuração | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) suspendeu os depoimentos de dois investigados no inquérito que apura movimentações financeiras do Banco Master. A decisão atinge Augusto Ferreira Lima, ex-executivo da instituição, e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, um dos sócios do próprio Master.

Ao longo de dois dias, os depoimentos se concentram em executivos com atuação direta na instituição, no Banco Regional de Brasília (BRB) e na empresa Tirreno.

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Ambos prestariam esclarecimentos nesta terça-feira, 27, mas suas defesas informaram que não tiveram acesso ao conteúdo completo das investigações. Diante disso, comunicaram que os clientes não responderiam às perguntas da PF.

Nesta segunda-feira, 26, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o depoimento de oito alvos da apuração.

O nome de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do BRB, consta entre os depoentes previstos. No entanto, sua oitiva ainda não foi confirmada. Até o momento, apenas um depoimento segue mantido: o de Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master.

Vorcaro confirmou tratativas com BRB mesmo sem documentação completa

Daniel Vorcaro, dono do Master, admitiu à PF que manteve negócios com o BRB mesmo depois de identificar a ausência de documentos relacionados às carteiras de crédito da Tirreno. Ao todo, elas somam R$ 12,2 bilhões.

“Fiquei sabendo posteriormente que não tinham vindo todas as documentações, e, a partir daí, a gente começa a ir atrás”, disse Vorcaro. “Porque também não foi uma ausência completa: existiu uma documentação base e tinham coisas que estavam faltando.”

No entanto, interpelado se ainda assim continuou negociando com o BRB, o banqueiro confirmou: “Sim, fazia parte do negócio”.

+ Leia também: “Senado: CPI do Crime Organizado deve incluir caso Master”

Vorcaro ainda afirmou que, no caso das carteiras ligadas à Tirreno, ele e o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, participaram da definição de taxas e condições gerais. As etapas operacionais, segundo ele, ficaram a cargo das equipes técnicas.  

3 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Pra que serve essa polícia federal, pra combater o crime ou esconder o crime?

  2. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    Saudades dos duelos do velho oeste. Dê uma arma para cada um e deixa o pau comer. Para quem sobrar, uma camisa de força e manicômio.

  3. André Luiz Cumplido de Sant'Anna
    André Luiz Cumplido de Sant'Anna

    Tem tanto ladrão e mau caráter nessa história do Master que brevemente começará a etapa de bandido entregar bandido, algo que chegará no próprio Supremo infestado de possibilidades da espécie.

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