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Política

PF pede ao STF mais 60 dias para investigar o caso Master

Solicitação ocorre em meio à crise interna na Corte

A extensão do prazo solicitado pela PF funciona como etapa comum em inquéritos de maior complexidade | Foto: Gustavo Moreno/STF

A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que apura suspeitas relacionadas ao caso Banco Master. A corporação encaminhou o pedido ao relator nesta terça-feira, 17, e aguarda decisão.

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A tendência é que o ministro autorize a extensão, diante da necessidade de novas diligências antes da conclusão do caso. Os investigadores ainda buscam reunir elementos adicionais para esclarecer os fatos sob análise.

A extensão do prazo funciona como etapa comum em inquéritos de maior complexidade, sobretudo quando envolvem múltiplos personagens e fluxos financeiros sob investigação.

O caso Master desencadeou tensão interna no STF nas últimas semanas. Questionamentos sobre a condução do processo e a atuação de ministros ampliaram o desgaste na Corte. A relatoria passou para Mendonça em fevereiro, depois que Dias Toffoli deixou o caso em meio à repercussão.

Desde então, o inquérito passou por reavaliações, incluindo decisões sobre medidas cautelares e o ritmo das investigações. No início do mês, Mendonça determinou a prisão de Daniel Vorcaro, indicado como figura central nas apurações.

PF recolhe materiais de Daniel Vorcaro

Também nesta terça-feira, a PF iniciou a retirada de equipamentos e documentos ligados a Vorcaro que estavam armazenados na sala-cofre da CPMI do INSS.  

A medida cumpre decisão de Mendonça, que suspendeu o acesso do colegiado ao material e determinou uma nova triagem dos dados apreendidos.

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A ordem determina que as autoridades recolham todos os equipamentos do ex-banqueiro e realizem uma “nova e detida separação” das informações neles contidas.

O ministro afirma que a medida busca garantir que conteúdos de caráter estritamente privado não sejam compartilhados com os parlamentares. Ele pretende preservar o sigilo dos investigados no âmbito das apurações.

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