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Política

PF ouve Daniel Vorcaro nesta terça-feira, 30, em inquérito no STF

Audiência ocorre durante o recesso e envolve banco estatal, instituição privada e órgão regulador

Daniel Vorcaro é o fundador do Banco Master; ele foi preso em 18 de novembro | Foto: Divulgação/Banco Master
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master | Foto: Divulgação/Banco Master

A Polícia Federal colhe, nesta terça-feira, 30, o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. A oitiva começa às 14h e integra a apuração sobre a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), barrada pelo Banco Central.

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Também prestam esclarecimentos o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. Um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanha os trabalhos, ao lado de um representante do Ministério Público.

A delegada responsável avalia, ao fim das oitivas, a necessidade de promover uma acareação. A medida busca confrontar versões sobre as tratativas que envolveram o banco estatal, a instituição privada e o órgão regulador do sistema financeiro.

Investigação de Vorcaro tramita no STF

O inquérito passou a tramitar no STF no início de dezembro, por decisão de Toffoli. A mudança ocorreu depois de um pedido da defesa de Daniel Vorcaro. Com isso, todas as diligências ficaram concentradas sob a relatoria do magistrado, que também determinou sigilo sobre os autos.

Nesse contexto, Toffoli viajou a Lima, capital do Peru, para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras no mesmo voo particular de um advogado ligado ao processo do Banco Master. O deslocamento ocorreu em um jatinho do empresário e ex-senador Luiz Oswaldo Pastore.

Na aeronave estavam o advogado Augusto Arruda Botelho, que atua no STF na defesa do diretor de compliance do Master, Luiz Antônio Bull, e o ex-deputado federal Aldo Rebelo. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

A apuração indica suspeitas de irregularidades financeiras e busca dimensionar prejuízos estimados em bilhões de reais. A Polícia Federal recebeu prazo inicial de 30 dias para realizar oitivas e levantar dados junto a órgãos públicos e empresas privadas. O despacho também admite pedidos pontuais de quebra de sigilos, desde que fundamentados.

A audiência desta terça-feira ocorre em pleno recesso do Judiciário. A presença simultânea de representantes do BRB, do Banco Master e do Banco Central coloca a diligência entre as mais relevantes desta fase inicial da investigação.

Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 301 da Revista Oeste

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