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Política

PF mira ex-prefeito de Macapá em ação contra milícia digital

Investigação da PF aponta desvio de recursos públicos para blindar Dr. Furlan e atacar opositores na internet

ex-prefeito macapá
O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan; político afastado do cargo em março é o alvo principal de operação da PF contra desvios e milícia digital | Foto: Jesiel Braga/PMM

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Palanque Digital nesta terça-feira, 26, que tem como alvo principal o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD). A ação visa a desarticular uma milícia digital suspeita de desviar verbas públicas para a promoção do político e para a execução de ataques a opositores no Amapá.

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Os agentes federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas simultaneamente nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS). O grupo-alvo das buscas inclui influenciadores digitais, jornalistas, ex-secretários municipais e os sócios de uma agência de publicidade.

Desvio milionário na Prefeitura de Macapá

Conforme os investigadores, a engrenagem operava havia quatro anos com o financiamento de recursos públicos da administração municipal. O esquema teria desviado mais de R$ 25 milhões, originalmente reservados para a comunicação institucional da prefeitura.

O dinheiro público abastecia a estrutura para impulsionar a imagem de Dr. Furlan e de sua esposa. Ao mesmo tempo, os recursos pagavam canais dedicados a atacar adversários políticos. A PF identificou que a rede mirou inclusive senadores da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia mais: “Alcolumbre se reúne com setor produtivo para discutir PEC do Fim da Escala 6×1

Além dos repasses diretos por meio de contratos de publicidade institucional, a apuração identificou outra forma de compensação para os integrantes da rede:

  • A nomeação de aliados em cargos em comissão dentro de diversas secretarias municipais;
  • O direcionamento de verbas para veículos de comunicação alinhados ao grupo.

Uso de inteligência artificial e histórico do caso

O monitoramento técnico da PF revelou que os operadores faziam uso de ferramentas de inteligência artificial. Os suspeitos criavam áudios simulados, vídeos adulterados e deepfakes para desqualificar alvos políticos. O material distribuído também continha ofensas de cunho homofóbico.

O ex-prefeito Dr. Furlan foi afastado do comando do Executivo municipal em 4 de março deste ano. Na ocasião, uma fiscalização anterior da PF revelou fraudes contratuais e desvios de R$ 70 milhões nas obras do hospital municipal. O político renunciou ao cargo no dia seguinte ao afastamento e se apresentou como pré-candidato ao governo estadual.

A Polícia Federal apura a prática de crimes eleitorais, lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública e constituição de organização criminosa.

Leia mais: “PF identifica ‘proximidade pessoal’ entre Castro e Vorcaro

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1 comentário
  1. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Amapá , Macapá, terra de Randolfe e alcolunbre…..

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