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Política

PF é recebida a tiros por empresário no Amazonas

Governador do Amazonas, Wilson Lima, está entre os investigados e foi alvo de mandado de busca e apreensão

Polícia Federal em campo na Operação Sangria | Foto: Reprodução/Polícia Federal

Ao cumprir mandados nesta quarta-feira, 2, a Polícia Federal foi recebida a tiros pelo empresário Nilton Costa Lins Júnior. Ele é alvo da 4ª fase da Operação Sangria, que investiga supostos desvios de recursos de combate à Covid no Amazonas. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), está entre os investigados.

Nilton Costa Lins Júnior era alvo de mandados de busca e prisão temporária. Ainda não está claro se o empresário fez os disparos para o alto ou em direção aos policiais. Se ficar comprovado que foi contra os agentes, ele vai responder por tentativa de homicídio. Foram apreendidas quatro armas. Ninguém ficou ferido, segundo fonte ouvida pelo portal G1.

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O advogado do empresário Nilton Costa Lins Júnior, José Carlos Cavalcante, afirmou que não foi autorizado a acompanhar as buscas. Ele confirmou que houve tiros durante a ação, disparados pelo empresário.

Na abertura da sessão do Superior Tribunal de Justiça, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo comunicou o episódio aos ministros da corte, responsável pela expedição dos mandados, e disse que foi a primeira vez em 30 anos que viu algo do tipo acontecer em uma operação da Polícia Federal.

Entenda o caso

A Polícia Federal apura supostas irregularidades no hospital de campanha Nilton Lins, usado para o combate ao coronavírus no Estado. Em 2020, o governo do Amazonas assinou um contrato para alugar o Complexo Hospitalar Nilton Lins a fim de utilizá-lo como hospital de campanha.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

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2 comentários
  1. Mantovani

    Não adianta prender esse assaltante do Erário. O ESSETÊEFE está aí para livrá-lo das grades.

  2. Roberto Gomes
    Roberto Gomes

    Esse faz parte da TCHURMA do educado e honesto senador OMAR AZIZ. Quadrilha é pouco. Estão acostumados a CORONELISMO E ESCRAVIDÃO DO AMAZONENSE em troca de migalhas.

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