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Política

PF e CGU miram esquema em mais de 30 prefeituras no Ceará

Operação Kingdom cumpre 34 mandados e identifica uso de empresas de fachada para direcionar licitações

Agentes da Polícia Federal (PF), em alusão à nota sobre a prisão do primo de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master
Agentes da Polícia Federal (PF) | Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira, 21, a Operação Kingdom, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro no Ceará. A ação ocorre em cidades como Juazeiro do Norte, Jardim, Sobral, Barbalha, Aurora e Porteiras.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão. Também foi determinado o afastamento cautelar de dois agentes políticos ligados ao município de Jardim, apontado pelos investigadores como o centro do esquema investigado.

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Segundo a PF, o grupo utilizava empresas com indícios de fachada, além de familiares e possíveis “laranjas”, para direcionar contratos públicos e ocultar recursos supostamente desviados. As apurações revelam ainda que editais de licitação eram elaborados com cláusulas restritivas para beneficiar empresas previamente escolhidas.

Praia da Iracema, em Fortaleza, capital do Ceará | Foto: Jade Queiroz /Emtur

De acordo com os investigadores, uma das empresas sob suspeita movimentou cerca de R$ 290 milhões. A PF afirma haver indícios de que parte desses recursos tenha sido usada em operações de lavagem de dinheiro e no pagamento de propina a agentes públicos.

Esquema no Ceará recebeu mais de R$ 45 milhões de dinheiro público

As investigações mostram que cinco empresas ligadas ao grupo mantinham contratos com mais de 30 municípios nos Estados de Ceará, Pernambuco e Piauí. Juntas, elas receberam mais de R$ 15 milhões em verbas federais e aproximadamente R$ 32 milhões de órgãos públicos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, entre outros crimes que seguem sob apuração.

1 comentário
  1. Enoch Bruder
    Enoch Bruder

    Lamentávelmente, em matéria de corrupção que
    corre livre leve e solta no Ceará, que é uma miniatura do que ocorre no Brasil! Punição zero para bandidos e criminosos civis e políticos!

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