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Política

Petrobras pede ao STF esclarecimento sobre anulação de decisões contra Marcelo Odebrecht

Empresa quer saber se o depoimento do empresário pode ser usado como base em novas investigações do Ministério Público

marcelo odebrecht - dias toffoli - aliado no futuro
O empresário Marcelo Odebrecht, cuja construtora esteve envolvida em diversos escândalos de corrupção no Brasil: investigações prosseguem na Europa | Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Petrobras procurou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para obter esclarecimentos sobre a decisão que anulou todas as decisões relacionadas à Operação Lava Jato contra Marcelo Odebrecht.

A empresa deseja saber se o Ministério Público pode iniciar novas investigações com base nas informações fornecidas pelo empresário em seu acordo de delação premiada. Odebrecht foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão pelo então juiz federal Sergio Moro, em 2016.

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Dessa forma, fez um acordo de delação que reduziu a pena para dez anos. Em 2022, porém, o STF reduziu o período para sete anos, agora já cumpridos.

Na decisão, realizada em 21 de maio, Toffoli alegou que houve conluio entre o Ministério Público e Moro, o que “prejudicou” o empresário e levou ao encerramento de todas as investigações contra ele.

Os argumentos do STF

Ministro Dias Toffoli participa da sessão plenária do STF | Foto: Carlos Moura/STF
O ministro Dias Toffoli, autor das anulações | Foto: Carlos Moura/STF

“Em face do exposto, defiro o pedido constante desta petição e declaro a nulidade absoluta de todos os atos praticados em desfavor do requerente no âmbito dos procedimentos vinculados à Operação Lava Jato, pelos integrantes da referida operação e pelo ex-juiz Sergio Moro no desempenho de suas atividades perante o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, ainda que na fase pré-processual, determinando, em consequência, o trancamento das persecuções penais instauradas em desfavor do requerente no que atine à mencionada operação”, determinou o magistrado.

Toffoli também salientou que o acordo de delação de Marcelo Odebrecht permanece válido e que a decisão não afeta os benefícios concedidos ao empresário pela colaboração. No entanto, não mencionou o destino das provas apresentadas no acordo.

A Procuradoria-Geral da República está avaliando a possibilidade de recorrer da decisão de Toffoli. O recurso deve ser encaminhado à Segunda Turma, que julga os casos da Lava Jato, ou ao plenário do STF.

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2 comentários
  1. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Briga de cachorro grande.
    Como o leite secou, certas empresas já não podem financiar políticos da esquerda.
    Não tendo serventia, só restam pagar o que devem ao Tesouro.
    Assim entra mais dinheiro pro governo sustentar os gatos gordos do momento.
    Certas empreiteiras terão que pagar o que devem.
    Não servem mais, dá muito na vista. e a máquina não pode parar.
    A goela do Congresso é larga.
    Vejam como não passa mais nada!
    Só com grana!

  2. MNJM
    MNJM

    Pergunta ao Amigo do amigo do meu pai, delatado por Marcelo Odebrecht.

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